quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
09:31
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Márcio Carvalho
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08:37
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Márcio Carvalho
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Feliz 2015!
São os votos de
Martyria Cursos e Editora
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
11:50
por
Márcio Carvalho
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Por causa de nossa fraqueza, Cristo se fez pequeno para aqueles que não podiam atingi-lo e cobriu com o véu do corpo o esplendor de sua majestade que os olhos dos homens não poderiam suportar.
(São Leão Magno)
Desejamos a todos os leitores, clientes, alunos, amigos e seus familiares, um Santo e Feliz Natal, sob a poderosa intercessão da Santa Mãe do Verbo Encarnado.
Martyria Cursos e Editora
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
13:29
por
Márcio Carvalho
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Em 15 de dezembro, em discurso, o Santo Padre chegou a dizer que "os pecados da mídia são desinformação, calúnia e difamação". Isso muito se aplica às interpretações feitas pela mídia secular, que tentam aproveitar das palavras e atitudes do Papa em favor das suas ideologias.
Por Tom Hoopes (Aleteia.org)
Sabemos tanta coisa sobre o papa Francisco... e tão poucas delas são verdadeiras!
2014 foi um ano em que os meios de comunicação capricharam nos mal-entendidos sobre o papa. Vamos rever alguns deles.
Janeiro: Um papa Rolling Stone?
A reportagem de capa sobre o papa Francisco na edição de janeiro da revista “Rolling Stone” foi um espetáculo de mau jornalismo. O comentarista Damon Linker, da revista “The Week”, listou nada menos que nove afirmações ridículas que tinham aparecido na reportagem da “Rolling Stone” como se fossem coisas sérias.
Fevereiro: A comunhão e o cardeal Kasper
No consistório de cardeais realizado em fevereiro, o cardeal Walter Kasper propôs alguns argumentos sobre a possibilidade de que os católicos divorciados e recasados (sem a anulação do matrimônio anterior) pudessem comungar. O mito de que Francisco fosse defensor dessa ideia foi crescendo ao longo do ano, culminando no sínodo de outubro, sobre a família.
Era um mito desnecessário, que o próprio papa desmanchou mais de uma vez. Em agosto, por exemplo, ele declarou: "Quanto à comunhão para as pessoas que estão no segundo casamento, não existe nenhum problema. Se eles estão num segundo casamento, eles não podem comungar".
Muito importante foi também o documento de preparação da Igreja para o sínodo, que reiterou a doutrina sobre os divorciados que se casaram novamente sem terem obtido a anulação matrimonial: o texto deixa claro que a Igreja não pretende mudar a regra, e sim encontrar maneiras mais acolhedoras de reforçar o cumprimento da regra.
Março: o encontro com Obama
O papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontraram pela primeira vez e os católicos norte-americanos ficaram desapontados ao ouvirem dizer que o papa não falaria sobre a liberdade religiosa nem sobre o direito a vida, e sim sobre temas em que as duas partes estavam de acordo. As questões polêmicas, portanto, "não seriam tratadas na conversa". Ao menos foi isso o que a mídia divulgou.
No entanto, o Vaticano tinha uma visão muito diferente sobre a reunião: o direito à vida e à liberdade religiosa foi, sim, uma parte muito importante da conversa entre os dois líderes.
Junho: Um papa sincretista?
Um e-mail viral, que já foi reconhecido como falso, espalhou pela internet o boato de que o papa Francisco é sincretista, ou seja, que ele consideraria todas as religiões como igualmente verdadeiras. Quando ele propôs uma oração multi-religiosa pela paz na Terra Santa, a ser feita em pleno Vaticano na data de 8 de junho, os críticos se deram o direito de interpretar que aquele viral estava sendo confirmado como verdadeiro.
Mas, como esclareceu o pe. Dwight Longenecker, o que o Vaticano tinha organizado era um encontro de oração conjunta pela paz entre delegações de Israel e da Palestina. A delegação israelense trazia tanto judeus quanto muçulmanos, e a delegação palestina trazia tanto muçulmanos quanto cristãos. Cada fé religiosa fez a sua prece, em momentos separados, cada uma segundo a própria tradição. E nada disso aconteceu dentro da Basílica de São Pedro, e sim nos Jardins do Vaticano.
A acusação de "sincretismo" reapareceria em novembro, quando o papa Francisco orou na Mesquita Azul, em Istambul. A assessoria de imprensa do Vaticano tranquilizou os críticos mais preocupados: Francisco rezou a mesma prece que Bento XVI tinha rezado no mesmo lugar e da mesma forma.
Começo de outubro: a tempestade do sínodo da família
A mídia fez um imenso alarde quando o sínodo extraordinário sobre a família divulgou um relatório preliminar. A frase fatídica foi uma pergunta relacionada às pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo: "Será que as nossas comunidades são capazes de aceitar e valorizar a orientação sexual delas [das pessoas homossexuais, ndr] sem comprometer a doutrina católica sobre a família e o matrimônio?".
"Valorizar a orientação sexual delas" foi a frase que ocasionou o barulho. A Igreja nos ensina há muito tempo a valorizar as pessoas homossexuais. Mas valorizar a orientação homossexual como tal? Isso não é incoerente com os outros ensinamentos do catecismo sobre a homossexualidade?
Não demorou muito para que o problema fosse explicado: o documento recomendava "avaliar" a orientação homossexual, em vez de "valorizar", como tinha sido mal traduzido em vários idiomas.
O papa Francisco, um mês depois, orou por "todos os que procuram apoiar e fortalecer a união do homem e da mulher no casamento como um bem original, natural, fundamental e belo para as pessoas, para as comunidades e para as sociedades inteiras".
Final de outubro: Um papa darwinista?
Em 27 de outubro, o papa Francisco fez um discurso para a Academia de Ciências e disse que "a evolução na natureza não se opõe à noção da criação"; e acrescentou, com seu estilo típico, que Deus não é um "mágico" que cria com uma "varinha de condão", mas que Ele "criou os seres e os deixou desenvolver-se de acordo com as leis internas que tinha dado a cada um para que atingissem a sua plenitude".
A mídia fez mais um dos seus alardes e deu a entender que o papa tinha finalmente admitido a teoria da evolução, quando, na realidade, o papa Pio XII já tinha dito a mesma coisa, meio século antes, na “Humani Generis” (cf. nº 36). O catecismo também diz o mesmo em seu número 283.
Novembro: O "rebaixamento" do cardeal Burke
O anúncio tão esperado chegou em 8 de novembro: o cardeal norte-americano Raymond Burke deixaria o seu posto no Vaticano como prefeito da Assinatura Apostólica, a "Suprema Corte" da Santa Sé, para assumir o cargo de patrono da Ordem de Malta. "O papa Francisco rebaixa o conservador cardeal norte-americano", publicou a agência Reuters.
A notícia preocupou parte dos católicos que apreciam a clareza com que o cardeal Burke se pronuncia diante das questões polêmicas: eles acharam que o papa Francisco estava dando uma espécie de “demonstração de mão de ferro”.
Mas ninguém precisa se preocupar. Na verdade, Burke foi o cardeal que durante mais tempo ocupou o cargo de prefeito da Assinatura Apostólica nos últimos 37 anos. E, como vários observadores do Vaticano destacaram, se o papa Francisco estivesse mesmo querendo se livrar das pessoas de opinião firme, por que não afastava também o cardeal George Pell? E, se ele quisesse silenciar o cardeal Burke, por que o colocava numa posição que lhe dava ainda mais liberdade para se pronunciar com a sua habitual franqueza?
Numa entrevista recente, o próprio papa Francisco esclareceu ainda melhor o mal-entendido: ele disse que tomou a decisão de colocar Burke à frente da Ordem de Malta com a aprovação do próprio cardeal e desde bem antes do sínodo, mas o manteve em seu cargo anterior durante mais tempo para que ele pudesse se envolver no sínodo da família.
Dezembro: os cachorros vão para o céu!
A notícia foi primeira página do “New York Times”: o papa Francisco teria mudado a teologia conservadora que negava aos bichos um lugar no paraíso! "Papa Francisco diz que os cães podem ir para o céu", declarava um artigo do popular jornal norte-americano “USA Today”, compartilhado por milhares de pessoas no Facebook.
O caso é que os sites, jornais, revistas e emissoras de rádio e TV tinham apenas deturpado uma frase dita em 1978 pelo papa Paulo VI...
A mídia, em resumo, tem projetado no papa Francisco os seus próprios desejos, entendendo errado quase tudo o que ele diz de fato.
O melhor crítico desses “mal-entendidos papais”, no fim, é o próprio papa Francisco. "Eu não gosto das interpretações ideológicas, de certa ‘mitologia sobre o papa Francisco’", declarou ele numa entrevista concedida um ano após o início do seu pontificado. "Representar o papa como uma espécie de super-homem, um tipo de astro, me parece uma coisa ofensiva. O papa é um homem que ri, que chora, que dorme serenamente e que tem amigos, como todos. É uma pessoa normal".
De fato, ele é.
2014: como a mídia mal-interpretou o papa Francisco ao longo do ano
Por Tom Hoopes (Aleteia.org)
Sabemos tanta coisa sobre o papa Francisco... e tão poucas delas são verdadeiras!
2014 foi um ano em que os meios de comunicação capricharam nos mal-entendidos sobre o papa. Vamos rever alguns deles.
Janeiro: Um papa Rolling Stone?
A reportagem de capa sobre o papa Francisco na edição de janeiro da revista “Rolling Stone” foi um espetáculo de mau jornalismo. O comentarista Damon Linker, da revista “The Week”, listou nada menos que nove afirmações ridículas que tinham aparecido na reportagem da “Rolling Stone” como se fossem coisas sérias.
Fevereiro: A comunhão e o cardeal Kasper
No consistório de cardeais realizado em fevereiro, o cardeal Walter Kasper propôs alguns argumentos sobre a possibilidade de que os católicos divorciados e recasados (sem a anulação do matrimônio anterior) pudessem comungar. O mito de que Francisco fosse defensor dessa ideia foi crescendo ao longo do ano, culminando no sínodo de outubro, sobre a família.
Era um mito desnecessário, que o próprio papa desmanchou mais de uma vez. Em agosto, por exemplo, ele declarou: "Quanto à comunhão para as pessoas que estão no segundo casamento, não existe nenhum problema. Se eles estão num segundo casamento, eles não podem comungar".
Muito importante foi também o documento de preparação da Igreja para o sínodo, que reiterou a doutrina sobre os divorciados que se casaram novamente sem terem obtido a anulação matrimonial: o texto deixa claro que a Igreja não pretende mudar a regra, e sim encontrar maneiras mais acolhedoras de reforçar o cumprimento da regra.
Março: o encontro com Obama
O papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontraram pela primeira vez e os católicos norte-americanos ficaram desapontados ao ouvirem dizer que o papa não falaria sobre a liberdade religiosa nem sobre o direito a vida, e sim sobre temas em que as duas partes estavam de acordo. As questões polêmicas, portanto, "não seriam tratadas na conversa". Ao menos foi isso o que a mídia divulgou.
No entanto, o Vaticano tinha uma visão muito diferente sobre a reunião: o direito à vida e à liberdade religiosa foi, sim, uma parte muito importante da conversa entre os dois líderes.
Junho: Um papa sincretista?
Um e-mail viral, que já foi reconhecido como falso, espalhou pela internet o boato de que o papa Francisco é sincretista, ou seja, que ele consideraria todas as religiões como igualmente verdadeiras. Quando ele propôs uma oração multi-religiosa pela paz na Terra Santa, a ser feita em pleno Vaticano na data de 8 de junho, os críticos se deram o direito de interpretar que aquele viral estava sendo confirmado como verdadeiro.
Mas, como esclareceu o pe. Dwight Longenecker, o que o Vaticano tinha organizado era um encontro de oração conjunta pela paz entre delegações de Israel e da Palestina. A delegação israelense trazia tanto judeus quanto muçulmanos, e a delegação palestina trazia tanto muçulmanos quanto cristãos. Cada fé religiosa fez a sua prece, em momentos separados, cada uma segundo a própria tradição. E nada disso aconteceu dentro da Basílica de São Pedro, e sim nos Jardins do Vaticano.
A acusação de "sincretismo" reapareceria em novembro, quando o papa Francisco orou na Mesquita Azul, em Istambul. A assessoria de imprensa do Vaticano tranquilizou os críticos mais preocupados: Francisco rezou a mesma prece que Bento XVI tinha rezado no mesmo lugar e da mesma forma.
Começo de outubro: a tempestade do sínodo da família
A mídia fez um imenso alarde quando o sínodo extraordinário sobre a família divulgou um relatório preliminar. A frase fatídica foi uma pergunta relacionada às pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo: "Será que as nossas comunidades são capazes de aceitar e valorizar a orientação sexual delas [das pessoas homossexuais, ndr] sem comprometer a doutrina católica sobre a família e o matrimônio?".
"Valorizar a orientação sexual delas" foi a frase que ocasionou o barulho. A Igreja nos ensina há muito tempo a valorizar as pessoas homossexuais. Mas valorizar a orientação homossexual como tal? Isso não é incoerente com os outros ensinamentos do catecismo sobre a homossexualidade?
Não demorou muito para que o problema fosse explicado: o documento recomendava "avaliar" a orientação homossexual, em vez de "valorizar", como tinha sido mal traduzido em vários idiomas.
O papa Francisco, um mês depois, orou por "todos os que procuram apoiar e fortalecer a união do homem e da mulher no casamento como um bem original, natural, fundamental e belo para as pessoas, para as comunidades e para as sociedades inteiras".
Final de outubro: Um papa darwinista?
Em 27 de outubro, o papa Francisco fez um discurso para a Academia de Ciências e disse que "a evolução na natureza não se opõe à noção da criação"; e acrescentou, com seu estilo típico, que Deus não é um "mágico" que cria com uma "varinha de condão", mas que Ele "criou os seres e os deixou desenvolver-se de acordo com as leis internas que tinha dado a cada um para que atingissem a sua plenitude".
A mídia fez mais um dos seus alardes e deu a entender que o papa tinha finalmente admitido a teoria da evolução, quando, na realidade, o papa Pio XII já tinha dito a mesma coisa, meio século antes, na “Humani Generis” (cf. nº 36). O catecismo também diz o mesmo em seu número 283.
Novembro: O "rebaixamento" do cardeal Burke
O anúncio tão esperado chegou em 8 de novembro: o cardeal norte-americano Raymond Burke deixaria o seu posto no Vaticano como prefeito da Assinatura Apostólica, a "Suprema Corte" da Santa Sé, para assumir o cargo de patrono da Ordem de Malta. "O papa Francisco rebaixa o conservador cardeal norte-americano", publicou a agência Reuters.
A notícia preocupou parte dos católicos que apreciam a clareza com que o cardeal Burke se pronuncia diante das questões polêmicas: eles acharam que o papa Francisco estava dando uma espécie de “demonstração de mão de ferro”.
Mas ninguém precisa se preocupar. Na verdade, Burke foi o cardeal que durante mais tempo ocupou o cargo de prefeito da Assinatura Apostólica nos últimos 37 anos. E, como vários observadores do Vaticano destacaram, se o papa Francisco estivesse mesmo querendo se livrar das pessoas de opinião firme, por que não afastava também o cardeal George Pell? E, se ele quisesse silenciar o cardeal Burke, por que o colocava numa posição que lhe dava ainda mais liberdade para se pronunciar com a sua habitual franqueza?
Numa entrevista recente, o próprio papa Francisco esclareceu ainda melhor o mal-entendido: ele disse que tomou a decisão de colocar Burke à frente da Ordem de Malta com a aprovação do próprio cardeal e desde bem antes do sínodo, mas o manteve em seu cargo anterior durante mais tempo para que ele pudesse se envolver no sínodo da família.
Dezembro: os cachorros vão para o céu!
A notícia foi primeira página do “New York Times”: o papa Francisco teria mudado a teologia conservadora que negava aos bichos um lugar no paraíso! "Papa Francisco diz que os cães podem ir para o céu", declarava um artigo do popular jornal norte-americano “USA Today”, compartilhado por milhares de pessoas no Facebook.
O caso é que os sites, jornais, revistas e emissoras de rádio e TV tinham apenas deturpado uma frase dita em 1978 pelo papa Paulo VI...
A mídia, em resumo, tem projetado no papa Francisco os seus próprios desejos, entendendo errado quase tudo o que ele diz de fato.
O melhor crítico desses “mal-entendidos papais”, no fim, é o próprio papa Francisco. "Eu não gosto das interpretações ideológicas, de certa ‘mitologia sobre o papa Francisco’", declarou ele numa entrevista concedida um ano após o início do seu pontificado. "Representar o papa como uma espécie de super-homem, um tipo de astro, me parece uma coisa ofensiva. O papa é um homem que ri, que chora, que dorme serenamente e que tem amigos, como todos. É uma pessoa normal".
De fato, ele é.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
17:54
por
Márcio Carvalho
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As obras de Cassiano vêm despertando um crescente interesse em nossa
época. Mestre por excelência dos caminhos ascéticos e místicos, oferece
em sua doutrina um manancial que jorra para a vida eterna. No Egito
(380-400), Cassiano e Germano visitam cenobitas e anacoretas. Suas
conversas com um determinado "ancião" são colocadas por escrito, em
forma de diálogo, denominadas Conferências. Escritas em latim fluente,
contribuíram para a propagação do monaquismo cristão no Ocidente. Os
grandes fundadores, São Bento, São Domingos, São Bernardo, Santa Teresa
de Ávila, inspiraram-se em seus escritos e recomendaram sua leitura.
As Edições Subiaco, especializada em espiritualidade monástica e beneditina, apresenta aos leitores essas Conferências em três volumes, traduzidas do latim, trazendo até nós a experiência dos Pais do Deserto; eles indicam o rumo certo para a realização da vocação de todo ser humano: a comunhão com Deus.
Pelos títulos das Conferências se pode perceber a grandiosidade e utilidade da obra:
Volume I:
I - Do escopo e do fim do monge
II - Da discrição
III - As três renúncias
IV - Os desejos da carne e os do espírito
V - Os oito vícios principais
VI - A morte dos santos
VII - A mobilidade da alma e dos espíritos malignos.
Volume II:
VIII - Os principados
IX - A oração
X - A oração
XI - A perfeição
XII - A castidade
XIII - A proteção de Deus
XIV - A ciência espiritual
XV - Os carismas divinos
Volume III:
XVI - Da amizade
XVII - Das decisões definitivas
XVIII - Das espécies de monges
XIX - Finalidades do cenobita e do eremita
XX - da finalidade da penitência e do sinal de satisfação
XXI - Do repouso de Pentecostes
XXII - Das ilusões da noite
XXIII - Da impecabilidade
XXIV - Da mortificação
Consta também de Mapas (Vida de Cassiano, O Egito no tempo de Cassiano) e Índices (das Conferências, Escrituístico, dos nomes próprios, Analítico dos temas, dos autores citados).
Adquira com exclusividade em nossa loja pelos links:
Vol. I (Conferências 1 a 7); Vol. II (Conferências 8 a 15); Vol. III (Conferências 16 a 24)
As Edições Subiaco, especializada em espiritualidade monástica e beneditina, apresenta aos leitores essas Conferências em três volumes, traduzidas do latim, trazendo até nós a experiência dos Pais do Deserto; eles indicam o rumo certo para a realização da vocação de todo ser humano: a comunhão com Deus.
Pelos títulos das Conferências se pode perceber a grandiosidade e utilidade da obra:
Volume I:
I - Do escopo e do fim do monge
II - Da discrição
III - As três renúncias
IV - Os desejos da carne e os do espírito
V - Os oito vícios principais
VI - A morte dos santos
VII - A mobilidade da alma e dos espíritos malignos.
Volume II:
VIII - Os principados
IX - A oração
X - A oração
XI - A perfeição
XII - A castidade
XIII - A proteção de Deus
XIV - A ciência espiritual
XV - Os carismas divinos
Volume III:
XVI - Da amizade
XVII - Das decisões definitivas
XVIII - Das espécies de monges
XIX - Finalidades do cenobita e do eremita
XX - da finalidade da penitência e do sinal de satisfação
XXI - Do repouso de Pentecostes
XXII - Das ilusões da noite
XXIII - Da impecabilidade
XXIV - Da mortificação
Consta também de Mapas (Vida de Cassiano, O Egito no tempo de Cassiano) e Índices (das Conferências, Escrituístico, dos nomes próprios, Analítico dos temas, dos autores citados).
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sábado, 22 de novembro de 2014
17:05
por
Márcio Carvalho
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CAPÍTULO III
A PESSOA E OS SEUS DIREITOS - II. A PESSOA HUMANA «IMAGO DEI»
b) O drama do pecado
116 [...]A
conseqüência do pecado, enquanto ato de separação de Deus, é
precisamente a alienação, isto é, a ruptura do homem não só com Deus,
como também consigo mesmo, com os demais homens e com o mundo
circunstante: «a ruptura com Deus desemboca dramaticamente na divisão
entre os irmãos. Na descrição do “primeiro pecado”, a ruptura com Javé
espedaçou, ao mesmo tempo, o fio da amizade que unia a família humana;
tanto assim que as páginas do Gênesis que se seguem nos mostram o homem e
a mulher, como que a apontarem com o dedo acusador um contra o outro;
depois o irmão que, hostil ao irmão, acaba por tirar-lhe a vida. Segundo
a narração dos fatos de Babel, a conseqüência do pecado é a
desagregação da família humana, que já começara com o primeiro pecado e
agora chega ao extremo na sua forma social»225. Refletindo sobre o mistério do pecado não se pode deixar de considerar esta trágica concatenação de causa e de efeito.
117 O
mistério do pecado se compõe de uma dúplice ferida, que o pecador abre
no seu próprio flanco e na relação com o próximo. Por isso se pode falar
de pecado pessoal e social:
todo o pecado é pessoal sob um aspecto; sob um outro aspecto, todo o
pecado é social, enquanto e porque tem também conseqüências sociais. O
pecado, em sentido verdadeiro e próprio, é sempre um ato da pessoa,
porque é um ato de liberdade de um homem, individualmente considerado, e
não propriamente de um grupo ou de uma comunidade, mas a cada pecado se
pode atribuir indiscutivelmente o caráter de pecado social, tendo em
conta o fato de que «em virtude de uma solidariedade humana tão
misteriosa e imperceptível quanto real e concreta, o pecado de cada um
se repercute, de algum modo, sobre os outros»226.
Não é todavia legítima e aceitável uma acepção do pecado social que,
mais ou menos inconscientemente, leve a diluir e quase a eliminar a sua
componente pessoal, para admitir somente as culpas e responsabilidades
sociais. No fundo de cada situação de pecado encontra-se sempre a pessoa
que peca.
118 Alguns
pecados, ademais, constituem, pelo próprio objeto, uma agressão direta
ao próximo. Tais pecados, em particular, se qualificam como pecados
sociais.
É igualmente social todo o pecado cometido contra a justiça, quer nas
relações de pessoa a pessoa, quer nas da pessoa com a comunidade, quer,
ainda, nas da comunidade com a pessoa. É social todo o pecado contra os
direitos da pessoa humana, a começar pelo direito à vida, incluindo a do
nascituro, ou contra a integridade física de alguém; todo o pecado
contra a liberdade de outrem, especialmente contra a suprema liberdade
de crer em Deus e de adorá-l’O; todo o pecado contra a dignidade e a
honra do próximo. Social é todo o pecado contra o bem comum e contra as
suas exigências, em toda a ampla esfera dos direitos e dos deveres dos
cidadãos. Enfim, é social aquele pecado que «diz respeito às relações
entre as várias comunidades humanas. Estas relações nem sempre estão em
sintonia com a desígnio de Deus, que quer no mundo justiça, liberdade e
paz entre os indivíduos, os grupos, os povos»227.
119 As conseqüências do pecado alimentam as estruturas de pecado*,
que se radicam no pecado pessoal e, portanto, estão sempre coligadas
aos atos concretos das pessoas, que as introduzem, consolidam e tornam
difíceis de remover. E assim se reforçam, se difundem e se tornam fontes de outros pecados, condicionando a conduta dos homens228.
Trata-se de condicionamentos e obstáculos que duram muito mais do que
as ações feitas no breve arco da vida de um indivíduo e que interferem
também no processo de desenvolvimento dos povos, cujo retardo ou
lentidão devem ser julgados também sob este aspecto229.
As ações e as atitudes opostas à vontade de Deus e ao bem do próximo e
as estruturas a que elas induzem parecem ser hoje sobretudo duas: «por
outro lado, a sede do poder, com o objetivo de impor aos outros a
própria vontade. A cada um destes comportamentos pode juntar-se, para os
caracterizar melhor, a expressão: “a qualquer preço”»230.
c) Universalidade do pecado e universalidade da salvação
120 A doutrina do pecado original, que ensina a universalidade do pecado, tem uma importância fundamental: «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós» (1 Jo 1,
8). Esta doutrina induz o homem a não permanecer na culpa e a não
tomá-la com leviandade, buscando continuamente bodes expiatórios nos
outros homens e justificações no ambiente, na hereditariedade, nas
instituições, nas estruturas e nas relações. Trata-se de um ensinamento
que desmascara tais engodos.
A
doutrina da universalidade do pecado, todavia, não deve ser desligada
da consciência da universalidade da salvação em Jesus Cristo.
Se dela isolada, gera uma falsa angústia do pecado e uma consideração
pessimista do mundo e da vida, que induz a desprezar as realizações
culturais e civis dos homens.
225 João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et paenitentia, 15: AAS 77 (1985) 212-213.
226 João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et paenitentia, 16: AAS 77 (1985) 214. O texto explica, ademais, que esta lei da descida, e esta comunhão no pecado,
em razão da qual uma alma que se rebaixa pelo pecado arrasta consigo a
Igreja, e, de certa maneira, o mundo inteiro, corresponde uma lei de elevação, o profundo e magnífico mistério da Comunhão dos Santos, graças à qual se pode dizer que cada alma que se eleva, eleva o mundo.
227 João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et paenitentia, 16: AAS 77 (1985) 216.
* João Paulo II, Carta encicl. Sollicitudo rei socialis, 36.37: AAS 80 (1988) 561-564; cf. João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et pænitentia, 16: AAS 77 (1985) 213-217.
228 Cf. Catecismo da Igreja Católica, 1869.
229 Cf. João Paulo II, Carta encicl. Sollicitudo rei socialis, 36: AAS 89 (1988) 561-563.
230 João Paulo II, Carta encicl. Sollicitudo rei socialis, 37: AAS 89 (1988) 563.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
17:03
por
Márcio Carvalho
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É um campo em que cabem muitas opiniões, porque não é um tema essencial para a fé e a salvação das almas saber o modus operandi da mente de Jesus, porém temos que ter o cuidado de não afetar o essencial de sua mensagem.
Em resumo da questão, eu diria que Jesus tinha plena consciência de si e de sua missão, incluindo vários aspectos do futuro, em virtude daquilo que Ele "viu do Pai", da sua união hipostática. A consciência, porém, não precisa ser absoluta e imediata, mas progressiva e somente naquilo que era necessário.
O que a Igreja já formulou a respeito, são as quatro proposições seguintes. Estão no documento, em espanhol: A consciência que Jesus tinha de si mesmo e de sua missão. No texto completo há mais comentários.
1 - La vida de Jesús testifica la conciencia de su relación filial al Padre. Su comportamiento y sus palabras, que son las del «servidor» perfecto, implican una autoridad que supera la de los antiguos profetas y que corresponde sólo a Dios. Jesús tomaba esta autoridad incomparable de su relación singular a Dios, a quien él llama «mi Padre». Tenía conciencia de ser el Hijo único de Dios y, en este sentido, de ser, él mismo, Dios.
2 - Jesús conocía el fin de su misión: anunciar el Reino de Dios y hacerlo presente en su persona, sus actos y sus palabras, para que el mundo sea reconciliado con Dios y renovado. Ha aceptado libremente la voluntad del Padre: dar su vida para la salvación de todos los hombres; se sabía enviado por el Padre para servir y para dar su vida «por la muchedumbre» (Mc 14, 24).
3 - Para realizar su misión salvífica, Jesús ha querido reunir a los hombres en orden al Reino y convocarlos en torno a sí. En orden a este designio, Jesús ha realizado actos concretos, cuya única interpretación posible, tomados en su conjunto, es la preparación de la Iglesia que será definitivamente constituida en los acontecimientos de Pascua y Pentecostés. Es, por tanto, necesario decir que Jesús ha querido fundar la Iglesia.
4 - La conciencia que tiene Cristo de ser enviado por el Padre para la salvación del mundo y para la convocación de todos los hombres en el pueblo de Dios implica, misteriosamente, el amor de todos los hombres, de manera que todos podemos decir que «el Hijo de Dios me ha amado y se ha entregado por mí» (Gál 2, 20).
Também convido-os a ler o comentário da mesma Comissão Teológica Internacional na notificação sobre as obras de Jon Sobrino, da teologia da libertação, no item V. A auto-consciência de Jesus Cristo, n. 8.
Não é possível separar, sem perigo de cair nas velhas heresias, o que seria da natureza humana e o que seria da natureza divina em Jesus. A consciência de Jesus, segundo os documentos citados acima, é consequência de sua divindade:
Se negarmos a consciência de Jesus do seu sofrimento, podemos negar o caráter de dom e de sacrifício de sua morte. Como disse antes, pode-se admitir um crescimento nessa consciência divina, mas nunca para depois do início de sua missão pública. Isso explica também o porque do seu escondimento e fuga daqueles que já no início queriam fazê-lo rei.
Em resumo da questão, eu diria que Jesus tinha plena consciência de si e de sua missão, incluindo vários aspectos do futuro, em virtude daquilo que Ele "viu do Pai", da sua união hipostática. A consciência, porém, não precisa ser absoluta e imediata, mas progressiva e somente naquilo que era necessário.
O que a Igreja já formulou a respeito, são as quatro proposições seguintes. Estão no documento, em espanhol: A consciência que Jesus tinha de si mesmo e de sua missão. No texto completo há mais comentários.
1 - La vida de Jesús testifica la conciencia de su relación filial al Padre. Su comportamiento y sus palabras, que son las del «servidor» perfecto, implican una autoridad que supera la de los antiguos profetas y que corresponde sólo a Dios. Jesús tomaba esta autoridad incomparable de su relación singular a Dios, a quien él llama «mi Padre». Tenía conciencia de ser el Hijo único de Dios y, en este sentido, de ser, él mismo, Dios.
2 - Jesús conocía el fin de su misión: anunciar el Reino de Dios y hacerlo presente en su persona, sus actos y sus palabras, para que el mundo sea reconciliado con Dios y renovado. Ha aceptado libremente la voluntad del Padre: dar su vida para la salvación de todos los hombres; se sabía enviado por el Padre para servir y para dar su vida «por la muchedumbre» (Mc 14, 24).
3 - Para realizar su misión salvífica, Jesús ha querido reunir a los hombres en orden al Reino y convocarlos en torno a sí. En orden a este designio, Jesús ha realizado actos concretos, cuya única interpretación posible, tomados en su conjunto, es la preparación de la Iglesia que será definitivamente constituida en los acontecimientos de Pascua y Pentecostés. Es, por tanto, necesario decir que Jesús ha querido fundar la Iglesia.
4 - La conciencia que tiene Cristo de ser enviado por el Padre para la salvación del mundo y para la convocación de todos los hombres en el pueblo de Dios implica, misteriosamente, el amor de todos los hombres, de manera que todos podemos decir que «el Hijo de Dios me ha amado y se ha entregado por mí» (Gál 2, 20).
Também convido-os a ler o comentário da mesma Comissão Teológica Internacional na notificação sobre as obras de Jon Sobrino, da teologia da libertação, no item V. A auto-consciência de Jesus Cristo, n. 8.
Não é possível separar, sem perigo de cair nas velhas heresias, o que seria da natureza humana e o que seria da natureza divina em Jesus. A consciência de Jesus, segundo os documentos citados acima, é consequência de sua divindade:
"A consciência filial e messiânica de Jesus é a consequência directa da sua ontologia de Filho de Deus feito homem. "Lembro-me também da sua agonia: "Pai, afasta de mim esse cálice", e antes ainda:
"Jesus, o Filho de Deus feito carne, tem um conhecimento íntimo e imediato do seu Pai, uma “visão” que certamente vai para além da fé. A união hipostática e a sua missão de revelação e redenção requerem a visão do Pai e o conhecimento do seu plano de salvação. "
“Os seus olhos [os de Jesus] permanecem fixos no Pai. Precisamente pelo conhecimento e experiência que só Ele tem de Deus, mesmo neste momento de obscuridade Jesus vê claramente a gravidade do pecado e isso mesmo fá-l’O sofrer."
“Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar"
Jesus atribui à sua morte um significado em ordem à salvação; de modo especial Mc 10,45 (Mt 20,28): “o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e a dar a vida como resgate de muitos”; e as palavras da instituição da Eucaristia: “Este é o meu sangue da aliança, que será derramado por muitos”
Mc 8,31-33 (cf. Mt 16,21-28), em algum lugar perto de Cesareia de Filipe, após a confissão de Pedro. “Então começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muitas coisas, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse”Com o método histórico-crítico e, pior, ligado à teologia da libertação, essas e outras passagens foram destituídas de valor real, mas seriam reconstruções. A Notificação citada diz, simplesmente, sobre isso: "Os dados neo-testamentários são substituídos por uma hipotética reconstrução histórica, que é errada."
Mc 9,30-32: “O Filho do homem será entregue às mãos dos homens, e tirar-lhe-ão a vida; e depois de morto, ressurgirá ao terceiro dia. Mas eles não compreendiam estas palavras, e temiam interrogá-lo.”
Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze, e em caminho lhes disse: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado, e ao terceiro dia ressuscitará. (Mt 20,17-19).
Se negarmos a consciência de Jesus do seu sofrimento, podemos negar o caráter de dom e de sacrifício de sua morte. Como disse antes, pode-se admitir um crescimento nessa consciência divina, mas nunca para depois do início de sua missão pública. Isso explica também o porque do seu escondimento e fuga daqueles que já no início queriam fazê-lo rei.
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