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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Revistas, livros, sites e intrometidos em geral gostam de afirmar que a data do Natal é arbitrária ou que foi escolhida para substituir a festa pagã romana do "Sol invictus". Esta parece uma bela coincidência, mas a verdade é que essa festa é posterior (criação do "deus" em 222 d.C., criação do culto em 270 d.C., oficialização do culto no dia 25/12 em 274 d.C.) ao conhecimento da data do Natal. É mais certo que o imperador tenha colocado essa festa justamente para confrontar os cristãos.

Como descobrimos o 25 de dezembro

Temos informações bíblicas e históricas suficientes para intuir que esta data esteja bastante correta.
Partimos da informação da concepção de João Batista:
"Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de ABIAS; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, NA ORDEM DA SUA CLASSE, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume" (Lc 1,5.8-9).
No Primeiro Livro de Crônicas (1Cr 24,1-7.19), está estabelecida a ordem das 24 classes sacerdotais. Junto com outros textos e informações, pesquisadores como Annie Jaubert, Shemarjahu Talmon, Josef Heinrich Friedlieb e outros conseguiram calcular a data desse turno sacerdotal como tendo ocorrido na semana do Dia da Expiação; em nosso calendário, o Dia da Expiação cai em qualquer dia entre 22 de Setembro e 8 de outubro.

Daí se concluiu que o segundo turno de Abias em que serviu Zacarias ocorreu na semana de 24 a 30 de setembro. Somando-se nove meses da gestação, João Batista teria nascido em 24 de junho, conforme tradição antiga da Igreja. Alguns tradições orientais celebram também o anúncio do nascimento de João Batista em 24 de setembro.


Ora, quando o anjo Gabriel apareceu a Maria, em Lucas 1,36, disse que Isabel já estava no sexto mês de gravidez. Logo, se João Batista foi concebido em setembro, seis meses depois, em Março, Maria ficou grávida de Jesus. Precisamente em 25 de março a Igreja desde muito antigamente celebrou a Anunciação. De março a nove meses: 25 de dezembro!



Testemunhos patrísticos

Alguns Padres da Igreja já alegavam que 25 de Dezembro era o nascimento de Cristo antes das datas pagãs. 
Teófilo (115-181 d.C), bispo católico de Cesareia na Palestina:
“Devemos comemorar o aniversário de Nosso Senhor; a cada 25 de dezembro isso deve acontecer.” 
Santo Hipólito (170-240) escreveu que o nascimento de Cristo ocorreu em 25 de dezembro:
“O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (Comentário sobre Daniel 4, 23)
Santo Agostinho confirma esta tradição de 25 março como a concepção messiânica e 25 de dezembro como o Seu nascimento:
“É crido que ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto (Jo 19,41), nem antes nem depois dele. Mas ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro.” (Sobre a Trindade Livro 4,  Capítulo 5)

Objeções

Já indicamos que a festa do Sol Invictus é posterior à data do Natal. Passamos então a outras objeções:

O solstício e as saturnálias

Saturnália era uma festa popular do inverno dos romanos. No entanto, o solstício de inverno cai em 22 de dezembro, e as saturnálias ocorriam de 17 a 23 de dezembro. As datas, portanto, não coincidem com o Natal em 25 de dezembro.
Pastor e ovelhas no inverno em Belém

O inverno e os pastores

Alguns dizem que não poderiam haver pastores nos campos em 25 de dezembro pois era inverno rigoroso. Ora, estão pensando em inverno de Papai Noel. A temperatura em Belém no inverno chega em torno de 10º, perfeitamente suportável, e basta pesquisar (ou ir lá) para ver os pastores e as ovelhas no inverno. 


Conclusão

Fica claro, portanto, que a data de 25 de dezembro não é nada arbitrária, pois é apoiada por dados históricos, bíblicos e pela tradição litúrgica mais antiga da Igreja. 
Percebe-se também que não é uma data absolutamente precisa, pois calculou-se o período de gestação de nove meses exatos, e sabemos que isso não é tão exato assim. A diferença de poucos dias que possa haver não diminui a comemoração, cuja data mais provável e consagrada é o 25 de dezembro.



Referências

Wikipedia. Sol Invicto

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

As antífonas do Ó são as sete antífonas cantadas ou rezadas antes e depois do Magnificat na hora canônica das Vésperas (Liturgia das horas) dos dias 17 a 23 de dezembro. Têm esse nome por iniciar pelo vocativo "Ó" seguido de um título para Cristo (Sabedoria, Adonai, Raiz de Jessé, Chave de Davi, Oriente, Rei das nações, Emanuel). Remontam aos séculos VII e VIII.

Die 17 Decembris
O Sapientia
quæ ex ore Altissimi prodisti,
attingens a fine usque ad finem,
fortiter suaviter disponens omnia:
Veni ad docendum nos viam prudentiae

17 de dezembro
 
Ó Sabedoria
que saístes da boca do altíssimo
atingindo de uma a outra extremidade
e tudo dispondo com força e suavidade:
Vinde ensinar-nos o caminho da prudência

Die 18 Decembris

O Adonai
et Dux domus Israel,
qui Moysi in igne flammæ rubi apparuisti
et ei in Sina legem dedisti:
Veni ad redimendum nos in brachio extento
18 de dezembro
 
Ó Adonai
guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moises na chama do fogo
no meio da sarça ardente e lhe deste a lei no Sinai
Vinde resgatar-nos pelo poder do Vosso braço.
Die 19 Decembris
O Radix Jesse
qui stas in signum populorum,
super quem continebunt reges os suum,
quem gentes deprecabuntur:
Veni ad liberandum nos; jam noli tardare
19 de dezembro
 
Ó Raiz de Jessé
erguida como estandarte dos povos,
em cuja presença os reis se calarão
e a quem as nações invocarão,
Vinde libertar-nos; não tardeis jamais.
Die 20 Decembris
O Clavis David
et sceptrum domus Israel:
qui aperis, et nemo claudit;
claudis et nemo aperit:
Veni, et educ vinctum de domo carceris,
sedentem in tenebris et umbra mortis
20 de dezembro
 
Ó Chave de Davi
o cetro da casa de Israel
que abris e ninguém fecha;
fechais e ninguém abre:
Vinde e libertai da prisão o cativo
assentado nas trevas e à sombra da morte.
Die 21 Decembris
O Oriens
splendor lucis æternæ, et sol justitiæ
Veni et illumina sedentes in tenebris
et umbra mortis.
21 de dezembro
 
Ó Oriente
esplendor da luz eterna e sol da justiça
Vinde e iluminai os que estão sentados
nas trevas e à sombra da morte.
Die 22 Decembris
O Rex gentium
et desideratus earum
lapisque angularis,
qui facis utraque unum:
Veni et salva hominem quem de limo formasti
22 de dezembro
 
Ó Rei das nações
e objeto de seus desejos,
pedra angular
que reunis em vós judeus e gentios:
Vinde e salvai o homem que do limo formastes
Die 23 Decembris
O Emmanuel,
Rex et legifer noster,
exspectatio gentium,
et Salvador earum:
Veni ad salvandum nos, Domine Deus noster
23 de dezembro
 
Ó Emanuel,
nosso rei e legislador,
esperança e salvador das nações,
Vinde salvarnos,
Senhor nosso Deus.







*****

Curso de Canto Gregoriano - www.cursoscatolicos.com.br

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Em "comemoração" aos 500 anos da "Reforma" de Lutero, vamos compartilhar este áudio:
POR QUE NÃO SOU PROTESTANTE?
 
 
Texto disponível em pdf na nossa seção de folhetos. 
***

Que todos sejam Um
Pequenas e grandes diferenças entre as duas religiões são debatidas e o autor, com habilidade, conhe..

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Resumo dos capítulos do livro "História da Igreja século a século", do Pe. Antonio Rivero, LC: http://loja.cursoscatolicos.com.br/historiadaigreja

https://www.youtube.com/playlist?list=PL8NBDw2H4BNhcTNyrY0TAv2IDvr7Zo6OQ

Adquira o livro aqui: http://loja.cursoscatolicos.com.br/historiadaigreja

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O mundo assistiu nos últimos dias aos acontecimentos da família real britânica que ganhou mais uma herdeira, Charlotte de Cambridge.
Destaca-se a alegria dos pais, da família, dos súditos e de todos os simpatizantes antes mesmo da chegada (parto) do bebê. No ventre da princesa, o bebê já é tratado como real.

E as famílias pobres? Não têm direito de ter bebês reais? Por que a pressão internacional pela legalização do aborto principalmente em países pobres? Por que fetos e embriões são tratados como câncer e não como vida?
O primeiro direito a ser enunciado é o direito à vida, desde o momento da sua concepção até ao seu fim natural, que condiciona o exercício de qualquer outro direito e comporta, em particular, a ilicitude de toda forma de aborto procurado e de eutanásia. (DSI, 155)
https://www.youtube.com/watch?v=UVG6gFN3SdcA campanha pró-aborto já dura algumas décadas, e podemos observar o quanto isso contribui para uma cultura contra a vida. Onde o aborto é legalizado é evidente que as demandas demoníacas são outras e as mais bizarras, pois já se perdeu o limite e a distinção da vida da pessoa humana.
No Brasil agora se discute a regulamentação do aborto até 12 semanas. Um bebê de 12 semanas, para se ter ideia, produz urina, responde ao toque, mexe os dedos e as pálpebras e seus neurônios estão em pleno desenvolvimento, embora tenha apenas cerca de 5,5cm.
http://brasil.babycenter.com/desenvolvimento-fetal-12-semanas-de-gravidez
Felizmente há ainda vozes sensatas lutando contra a cultura da morte. Veja no vídeo abaixo os dados estatísticos reais que destroem as falácias sobre as "vantagens" do aborto, apresentados na audiência pública no Senado em 5/5/2015.
Veja também a refutação a 7 argumentos pró-aborto no artigo Não existem argumentos para o aborto.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014


Um documentário completo sobre o aborto.
(Filme com restrição de idade. Cenas perturbadoras)
https://www.youtube.com/watch?v=N8zZY7CPN5s&index=1&list=PL8NBDw2H4BNhGWwmbIDtJddo3jljne3jj

Produzido por Dr. Ivan Vaz de Melo, médico.
Cap. 1: Pecado original
Cap. 2: O início da vida (9:05)
Cap. 3: Ser ou não ser. Quem pode dizer o início da vida (19:37)
Cap. 4: O que diz a ciência (26:14)
Cap. 5: A Guerra (37:02)
Cap. 6: Fatos e Mitos (42:22)
Cap. 7: Aborto eugênico (1:02:30)
Cap. 8: Armas e métodos de aborto (1:17:00)
Cap. 9: Depois do aborto (1:20:07)

 ***
Conheça: 
http://loja.cursoscatolicos.com.br/index.php?route=product/product&product_id=52&tracking=52d056b7d50dc
 
 
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uma introdução à Doutrina Social da Igreja, com Pe. Elílio de Faria Matos Jr e Márcio Carvalho.
Uma promoção de www.cursoscatolicos.com.br e Martyria Editora www.martyria.com.br
 Transmissão ao vivo dia 1º/07/2014 às 19h via Hangout.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aula ao vivo com Pe. Elílio de Faria Matos Jr., direto de Roma.
Dia 9 de junho de 2014, segunda-feira, às 18h30 (horário de Brasília).

http://www.youtube.com/watch?v=zDWKYqq4Cmw

Quem assistir ao vivo poderá fazer perguntas, através dos comentários no próprio Youtube. É necessário estar logado com uma conta do Youtube/Google.

Quem não puder assistir ao vivo, poderá assistir a gravação pelo mesmo link acima.
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Assista a aula:
A desordem está nos atos de homossexualidade e a orientação deve partir desse pressuposto. Vejo que um grande problema está nos conceitos deturpados pelas ideologias de moda; um deles é o conceito de sexualidade.

Só há dois sexos: masculino e feminino, ninguém poderá negar. E a sexualidade é a maneira de viver esta condição natural.
A sexualidade depende da escolha livre do estado de vida. Quanto à sexualidade, só pode haver duas escolhas: o estado de solteiro ou de casado.

Acontece que o estado matrimonial envolve uma segunda pessoa e uma sociedade inteira, na medida que gera deveres. Então, não existe, para ninguém, um direito ao casamento. Há condições, há impedimentos.

A liberdade da pessoa para a sexualidade é que saiba reconhecer o estado de vida a que está preparada, para melhor servir à família, à comunidade, para se dedicar ao trabalho e ao próximo.

É escravidão se deixar guiar por instintos sexuais, por prazeres venérios. Isso é desordenado, é bestialidade, e vale para homo e heterossexuais.

Há um projeto mundial de destruição da família e dos valores perenes, e para esse fim perverso estão sendo usados os homossexuais, os movimentos feministas, as pessoas da saúde, os educadores e muitos incautos dentro da própria Igreja. Devemos estar preparados doutrinal e espiritualmente para não ceder a essas pressões diabólicas.

Recomendo a leitura das reflexões da Igreja sobre o tema:

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19861001_homosexual-persons_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19920724_homosexual-persons_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_po.html

Nossos livros sobre Família:
 O Sacramento do Matrimônio: sinal da união entre Cristo e a Igreja - FRETE GRÁTIS
O Sacramento do Matrimônio: sinal da união entre Cristo e a Igreja 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Toda segunda-feira, às 21h, temos programa ao vivo comentando as notícias da semana sob o ponto de vista católico, com o Prof. Márcio Carvalho.

Será no canal: https://www.youtube.com/user/cursoscatolicos

Aguardamos a participação de todos, que podem interagir via chat.
Os programas anteriores ficam disponíveis no mesmo canal.
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