segunda-feira, 10 de julho de 2017

A essência é aquilo que faz coisa ser o que é.
A essência do homem é a humanidade (não é o corpo, o formato, a matéria; estes são "acidentes", podem estar presentes ou não).

A essência de Deus é Deus mesmo, ou a divindade. Essa essência (ou natureza) é eterna, una, imutável, etc. Não há nenhum tipo de distinção de essência em Deus: as três Pessoas tem a mesma essência: a divindade, idêntica.

A distinção que existe em Deus é nas Pessoas. Aqui porém, temos que apelar para a analogia e a linguagem insuficiente:
Aquela Pessoa que é o "princípio" da divindade, que "dá origem" as outras duas Pessoas, chamamos Pai.
O Pai, desde toda eternidade e para sempre, continuamente ama, contempla, visualiza a Si mesmo. Esta sua Imagem, que é Ele mesmo, não é outro Deus, mas o "si mesmo", o objeto do amor do Pai: é o Filho. A esse ato eterno chamamos "geração", por analogia ao ato humano da geração dos filhos, que é diferente de criação. O filho (e também o Filho eterno de Deus) não é criado, mas "sai" do Pai.
Não houve um momento em que o Filho não existia; Ele existe sempre, Ele é gerado, contemplado, na eternidade, continuamente, está sempre diante do Pai.

Desse amor mútuo entre o Pai (amante) e o Filho (amado) podemos distinguir um terceiro elemento, que é o próprio Amor. A relação entre o Pai e o Filho não pode ser outra coisa senão também natureza divina. Não é algo de fora que faz o Pai amar o Filho, mas é o próprio Deus que ama a si mesmo e é amado por si mesmo. A essa relação damos o nome de "procedência" e corresponde à Pessoa do Espírito Santo: Ele não é "gerado" como o Filho porque "sai" de ambos - procede da relação entre o Pai e o Filho.

É próprio do Pai gerar;
É próprio do Filho ser gerado;
É próprio do Espírito Santo proceder de ambos.

O processo (daí procedência, proceder, processão) de relação que dá "origem" ao Espírito Santo chama espiração, porque seu termo é o Espírito. Espiração (com s mesmo) é o termo usado para designar a procedência do Espírito Santo: Ele é espirado, exalado do Pai e do Filho, de ambos, não de um ou outro. No ato eterno de geração do Filho pelo Pai, da contemplação de ambos "sai" o Espírito Santo.

Atenção para o fato de que este é um processo em Deus eterno; não se dá no tempo, como se o Pai existisse sozinho, depois gerou o Filho e de ambos ocorre a espiração. Não, desde sempre, simultaneamente, eternamente, o Pai gera o Filho e de ambos procede o Espírito Santo.

A relação do Pai para com o Filho é a Paternidade;
A relação do Filho para com o Pai é a Filiação;
A relação do Pai e do Filho (porque a procedência é de ambos) para com o Espírito é a Espiração Ativa (porque o Pai e o Filho agem, espiram)
A relação do Espírito Santo para com o Pai e o Filho é a Espiração passiva (porque o Espírito sofre a ação, é espirado)

Temos, então, quatro relações em Deus.
Pai --> Filho
Filho --> Pai
Pai e Filho --> Espírito
Espírito --> Pai e Filho

(resumo de material do Curso de Iniciação Teológica: www.cursoscatolicos.com.br)

domingo, 9 de julho de 2017





Não troco a sabedoria bimilenar por uma mera opinião.
(www.cursoscatolicos.com.br - facebook.com/cursoscatolicos)


***

"Uma opinião é uma representação objetiva, um pensamento qualquer, uma fantasia que eu posso ter dum modo e outros de outro modo; uma opinião é coisa minha, nunca é uma idéia universal que exista em si e por si. Mas a filosofia não contém nenhuma opinião, porque não existem opiniões filosóficas."

E a Igreja, "mestra em Humanidades", defensora da Verdade, sempre alertou:
"A filosofia moderna, esquecendo-se de orientar a sua pesquisa para o ser, concentrou a própria investigação sobre o conhecimento humano. Em vez de se apoiar sobre a capacidade que o homem tem de conhecer a verdade, preferiu sublinhar as suas limitações e condicionalismos.

Daí provieram várias formas de agnosticismo e relativismo, que levaram a investigação filosófica a perder-se nas areias movediças dum cepticismo geral. E, mais recentemente, ganharam relevo diversas doutrinas que tendem a desvalorizar até mesmo aquelas verdades que o homem estava certo de ter alcançado. A legítima pluralidade de posições cedeu o lugar a um pluralismo indefinido, fundado no pressuposto de que todas as posições são equivalentes: trata-se de um dos sintomas mais difusos, no contexto actual, de desconfiança na verdade. [...] Neste horizonte, tudo fica reduzido a mera opinião. [...] Com falsa modéstia, contentam-se de verdades parciais e provisórias, deixando de tentar pôr as perguntas radicais sobre o sentido e o fundamento último da vida humana, pessoal e social. Em suma, esmoreceu a esperança de se poder receber da filosofia respostas definitivas a tais questões." (grifei. Fides et Ratio, 5)

sábado, 8 de julho de 2017

Sexo seguro: case-se e seja fiel ao seu cônjuge.
AIDS se previne com comportamento, não com instrumentos.

(facebook.com/cursoscatolicos)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Faça download do arquivo para impressão (.doc ou .pdf)
O arquivo contém três páginas: uma totalmente em latim, outra em português, outra bilíngue.
Tamanho A4. Dica: se quiser imprimir menor, configure para imprimir duas páginas por folha (não recomendo para a página bilíngue).


Texto do site do Vaticano sobre as vestes litúrgicas e as orações, com a fundamentação e explicação. http://www.vatican.va/news_services/liturgy/details/ns_lit_doc_20100216_vestizione_po.html
Destaco:
    http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
  1. Ainda que estas orações não sejam mais prescritas (mas nem tampouco ***proibidas***) da forma ordinária do Missal emitido por Paulo VI, seu uso é ***aconselhável***, uma vez que ajudam nas preparações e no recolhimento do sacerdote antes da celebração do Sacrifício Eucarístico. 
  2. Além disso, pode ser útil lembrar que Pio XII, por decreto de 14 de janeiro de 1940, concedeu uma indulgência de cem dias para cada oração.



O texto das orações:

ORATIONES
DICENDÆ CUM SACERDOS INDUITUR
SACERDOTALIBUS PARAMENTIS
Indulgentia centum dierum pro singulis orationibus.
Pius Pp. XII, 14 ianuarii 1940.
Cum lavat manus dicat:
D
a, Dómine, virtútem mánibus meis ad abstergéndam omnem máculam; ut sine pollutióne mentis et córporis váleam tibi servíre.
Ad amictum, dum ponitur super caput, dicat:
I
mpóne, Dómine, cápiti meo gáleam salútis, ad expugnándos diabólicos incúrsus.
Ad albam, cum ea induitur:
D
eálba me, Dómine, et munda cor meum; ut, in Sánguine Agni dealbátus, gáudiis pérfruar sempitérnis.
Ad cingulum, dum se cingit:
P
raecínge me, Dómine, cíngulo puritátis, et exstíngue in lumbis meis humórem libídinis; ut máneat in me virtus continéntiae et castitátis.
Ad manipulum, dum imponitur brachio sinistro:
M
érear, Dómine, portáre manípulum fletus et dolóris; ut cum exsultatióne recípiam mercédem labóris.
Ad stolam, dum imponitur collo:
R
edde mihi, Dómine, stolam immortalitátis, quam pérdidi in praevaricatióne primi paréntis; et, quamvis indígnus accédo ad tuum sacrum mystérium, mérear tamen gáudium sempitérnum.
Ad casulam, dum assumitur:
D
ómine, qui dixísti: Iugum meum suáve est et onus meum leve: fac, ut istud portáre sic váleam, quod cónsequar tuam grátiam. Amen.
ORAÇÕES
PARA A VESTIÇÃO DOS PARAMENTOS SACERDOTAIS
Pio XII, por decreto de 14 de janeiro de 1940, concedeu uma indulgência de cem dias para cada oração.
Enquanto lava as mãos, diz:
D
ai às minhas mãos, Senhor, o poder de apagar toda mácula: para que eu vos possa servir sem mácula do corpo e da alma.
Enquanto passa o Amito sobre a cabeça, diz:
C
olocai, Senhor, na minha cabeça o elmo da salvação para que possa repelir os golpes de Satanás.
Ao vestir a Alva, diz:
R
evesti-me, Senhor, com a túnica de pureza, e limpai o meu coração, para que, banhado no Sangue do Cordeiro, mereça gozar das alegrias eternas.
Ao passar o Cíngulo, diz:
C
ingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza, e extingui nos meus rins o fogo da paixão, para que resida em mim a virtude da continência e da castidade.
Ao colocar o Manípulo, no braço esquerdo:
F
azei, Senhor, que mereça trazer o manípulo do pranto e da dor, para que receba com alegria a recompensa do meu trabalho.
Ao colocar a Estola, sobre os ombros:
R
estitui-me, Senhor, a estola da imortalidade, que perdi na prevaricação do primeiro pai, e, ainda que não seja digno de me abeirar dos Vossos sagrados mistérios, fazei que mereça alcançar as alegrias eternas.
Quando vestir a Casula:
S
enhor, que dissestes: O meu jugo é suave e o meu peso é leve, fazei que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça. Amém.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Reflexão sobre o Evangelho da Ascensão do Senhor, Mc 16,15-20.
Mc 16,20: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.”
 
O céu já é acessível
A cada Domingo reafirmamos a fé na subida de Cristo aos céus, no sentido de que Ele está à direita do Pai. O céu que cremos não é a atmosfera ou o espaço além terra, mas o estar com o Pai.
A Ascensão do Senhor significa que o homem pode entrar na realidade misteriosa de Deus, presente e acima de tudo, mas não contido em nenhum espaço. Se o céu significa o inacessível, Deus fez com que subíssemos ao seu nível através do seu Filho, Deus co-eterno que entrou no nosso tempo e na nossa história, fez-se homem para levantar toda a humanidade, decaída pelo pecado.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
Curso online: Passos para uma reforma litúrgica local
Após a Ressurreição, Jesus retoma a sua condição de Deus eterno, desaparecendo do meio dos seus contemporâneos. Não deixa, porém, de ir para o Pai também com sua natureza humana, agora transformada e elevada. A seus discípulos, deixa a missão de anunciar tudo isto, que é para nós Boa Notícia: sua vida, sofrimento e morte tem sentido porque Deus eleva nossa condição de criaturas à condição de filhos, como e com o Filho ressuscitado.
Para garantir que esta Boa Notícia fosse propagada sem erro por toda a terra e por todos os tempos, Jesus promete assistência infalível àqueles seus Apóstolos, que vieram a ser guardiões de toda verdade revelada. Sem esta assistência do Espírito Santo, confirmada por inúmeros sinais ou milagres, o Corpo que Cristo constituiu como sua extensão, a Igreja, não pode se sustentar.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Comentário sobre o Evangelho de Jo 2,13-25.

A forma de nos relacionarmos com Deus – a religião – é uma virtude a ser exercitada como todas as outras virtudes. A religião cristã, particularmente, é o exercício da fé revelada.
Nossa fé não é produto da mente dos homens, mas foi revelada pelo próprio Deus. No princípio, deu ao povo hebreu uma Lei, baseada no Amor, mas que por isso comporta negações. A misericórdia e a justiça andam lado a lado, a suavidade e a severidade são expressões de um mesmo Amor terno e exigente. O que a Lei proíbe é para preservar o homem da escravidão a que está sujeito se usar mal a sua liberdade.
A boa notícia de Deus, Jesus Cristo, é o modelo de virtude. Cumpre a Lei, vai ao Templo, cura e consola, ao mesmo tempo que corrige e denuncia, usa da ira com a razão, em vista do bem, sem medo ou comodismo.
Ele dá o verdadeiro sentido do Templo, hoje sua Igreja, seu Corpo vivo: a finalidade da Igreja é a oração, a união com Deus, que se dará em definitivo na ressurreição.
O trecho termina com uma curiosa informação: “Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos”. Esses a quem Jesus não dá crédito, mesmo que acreditem, são aqueles que creem com interesse egoísta; que pretendem comprar, negociar com Deus, buscando somente os sinais e milagres. A verdadeira religião é amar a Deus sobre todas as coisas: isso implica em cumprir seus mandamentos e fazer chegar a todos sua presença viva, seu Corpo, sua Igreja.

http://www.cursoscatolicos.com.br/

terça-feira, 4 de julho de 2017

Todo discurso, sobre qualquer assunto, desmorona se não tem por base o problema da verdade. A possibilidade da verdade é a possibilidade de se afirmar ou negar qualquer coisa.
Quem diz: “A verdade é relativa”, está se contradizendo, porque está fazendo uma afirmação. Qualquer afirmação só se sustenta se ela for verdadeira.
O problema da verdade é de elevada importância principalmente para os jovens. Quando crianças, são totalmente dependentes da tradição, isto é, de tudo que lhes chega através de seus pais, formadores, do ambiente. Não têm capacidade intelectual para duvidar ou criticar o que não for absurdo absoluto. Quando já têm a possibilidade e um pouco de capacidade intelectual, já podem emitir alguns juízos, alguns falsos, outros verdadeiros. Certo é que a sede pela verdade acompanha quem tem vontade de viver, isto é, a princípio, todos os seres humanos.
Na fase de transição entre a infância e a idade adulta (idade intelectual, mais que física, apesar da dependência do intelecto das estruturas físicas), o jovem percebe que muitas das suas crenças se mostraram falsas. É levado às vezes, por desejo de verdade, a combater os antigos erros.
Acontece que nessa fase de “rebeldia” ou “revolução” intelectual, o jovem pode descartar, junto com as mentiras, algumas verdades, e em certos casos, a própria possibilidade da verdade. Neste último caso, temos um quadro de “relativismo”, que pode levar até a uma “depressão intelectual”, causada pela perda do sentido da própria existência, já que a existência é uma verdade. O relativismo é particularmente a doença da época contemporânea.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2015/08/curso-de-introducao-aos-dogmas.html
Não nos cabe aqui discorrer sobre os diversos tipos de relativismo, sua gênese e desenvolvimento. Mas é preciso dizer, como já insinuamos, que a verdade existe e é possível e necessário conhecê-la.
A verdade é a adequação de nossa mente às coisas. A existência da verdade como algo objetivo e universal, invariável e superior a qualquer opinião é uma certeza do senso comum necessária. Se é verdade que a verdade não existe, como querem os relativistas, então existe a verdade. Se, também, se admite que existem várias verdades, mesmo que umas contradigam as outras, isso nada mais é que falsidade, mera opinião, obstinação no erro.
Só a partir do princípio fundamental e inegável da possibilidade da verdade é que poderemos obter a paz de espírito, tão desejada por todos. A instabilidade gerada pela negação da verdade é a razão para a negação do próprio homem, da moralidade, da bondade, da beleza, do bem. A busca pela verdade total é a própria felicidade, um caminho a percorrer, não um objetivo distante a que posso descuidar. 
Admitida a possibilidade da verdade, abre-se portas para a descoberta das "outras verdades" negadas ou roubadas, a saber, sobre Deus, sobre a existência, sobre o homem, sobre a religião, sobre a natureza, sobre a vida humana e a história.
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