Missa Romana na Forma Extraordinária

Livreto do fiel - Português/Latim

A arte da pregação - Pe. Antonio Rivero, LC

Como conseguir uma comunicação eficaz e atrativa

Doutrina Eucarística

Um Catecismo sobre a Eucaristia - Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN

Curso Bíblico para leigos

A riqueza da Palavra de Deus

quinta-feira, 18 de abril de 2019

 O Sábado Santo, antes da solene Vigília Pascal, em que já se comemora a Ressurreição, é marcado pelo silêncio, pela ausência de celebrações, mas esconde um mistério pouco lembrado: após sua morte, o corpo de Cristo jaz no sepulcro, mas sua alma segue o curso natural de todos os homens de até então. Ele "desceu aos infernos".
O termo pode estranhar, mas aqui "infernos", do latim, significa apenas o "lugar inferior", segundo o Antigo Testamento, em que todas as almas repousavam. No hebraico, o termo é sheol. No grego, hades. Na tradução ao português do Credo apostólico rezamos: "Desceu à mansão dos mortos".

Este fato é bem noticiado no Novo Testamento:
1. "Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto
ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos
no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes." (1Pd 3,18-
19)
2. “A Boa Nova foi igualmente anunciada aos mortos…” (1Pd 4,6).
3. "os mortos ouçam a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem vivam" (Jo 5,25).
4. Cristo ressuscitado "detém a chave da morte e do Hades" (Ap 1,18)
5. "Jesus desceu às regiões inferiores da Terra. Aquele que desceu é precisamente o
mesmo que subiu" (Ef 4, 9-10).

O sheol era uma realidade até Cristo. Agora já não existe mais. Entendamos:


http://www.cursoscatolicos.com.br/A Criação é um ato de bondade de Deus. Criou-nos por amor e para participarmos do seu amor. Para isso nos fez à sua imagem e semelhança, isto é, seres espirituais, capazes de conhecer e amar livremente.
Por sermos livres, podemos escolher amar ou não amar. O pecado, assim, é consequência possível da criação bondosa de Deus que não obriga ninguém. O pecado é um NÃO A DEUS, voluntário, e por isso não se pode dizer que a consequência do pecado (o afastamento de Deus) é vontade de Deus, mas fruto da decisão humana.
Deus criou-nos para viver com Ele eternamente, mas o primeiro pecado quebra essa harmonia entre criatura e Criador, de modo que ninguém mais, desde o pecado original, pode "ver a Deus". O pecado gerou a morte.

A pena do pecado original é a carência da visão de Deus (ninguém mais podia ver a Deus); mas o pecado original não é uma culpa atual (eu não cometi o pecado original, apenas carrego suas consequências, como uma herança humana). Então, antes de Cristo, mesmo sendo bom, justo, não se podia ver a Deus, mas nem por isso os justos poderiam sofrem a pena do pecado atual, que é o tormento do inferno eterno.
Os justos do Antigo Testamento, então, sofriam a pena de dano, a ausência de Deus, no sentido de uma angústia por não poder vê-LO, mas não a de sentido (o "fogo" corpóreo, o castigo/consequência da rejeição de Deus e conversão às criaturas). Esse "lugar" ou estado de alma também foi chamado de limbo. A parábola do rico e do pobre Lázaro supõe esse lugar, onde o atormentado podia ver o consolado no "seio de Abraão", isto é, no lugar dos justos.

Desde o pecado original, a história humana torna-se uma História da salvação: Deus prepara uma saída misericordiosa para essa enrascada em que o homem se meteu. Ele prepara e anuncia um Redentor, que viria libertar o homem da escravidão (da consequência) do pecado. Escolhe um povo e o encaminha para receber a salvação.

Na "plenitude dos tempos", isto é, quando a humanidade estava melhor preparada, Deus envia o Redentor, o Salvador -- quem diria? -- o próprio Filho de Deus, desde então desconhecido pois estava na Eternidade.
O homem não era capaz, mas só o homem, por ser livre, poderia corrigir seu destino. Deus é capaz, mas não poderia interferir na liberdade humana. Solução divina!: DEUS TORNA-SE HOMEM para sanar toda a humanidade.

Jesus morreu realmente: desceu ao limbo, como todos. Mas alguém sem pecado não poderia sofrer a pena do dano. POR SER DEUS, venceu a morte e o diabo "que tem o poder da morte" (Heb 2,
14). "O morte, serei a tua morte, ó inferno, serei para ti como uma mordida." (Os 13,14).

ANUNCIOU O EVANGELHO – LIBERTOU OS SANTOS – ABRIU O CÉU 
http://www.cursoscatolicos.com.br/

Esse mistério é lembrado liturgicamente somente na Liturgia das Horas. Eis Ofício de Leituras do Sábado Santo (grifos nossos):

De uma antiga homilia de Sábado Santo
(In sancto et magno Sábbato: PG 43, 439. 451. 462-463) (Sec. IV)

A descida do Senhor ao reino dos mortos

   Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos. Deus morreu segundo a carne e acordou a região dos mortos. 
   Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte, Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu Filho. 
   Entrou o Salvador onde eles estavam, levando em suas mãos a arma vitoriosa da cruz. Quando Adão, nosso primeiro pai, O viu, batendo no peito, cheio de admiração, exclamou para todos os demais: «O meu Senhor esteja com todos». E Cristo respondeu a Adão: «E com o teu espírito». E tomando-o pela mão, levantou-o dizendo: «Desperta, tu que dormes; levanta-te de entre os mortos e Cristo te iluminará».
   Eu sou o teu Deus que por ti Me fiz teu filho, por ti e por estes que nasceram de ti; agora digo e com todo o meu poder ordeno àqueles que estão na prisão: ‘Saí’; e aos que jazem nas trevas: ‘Vinde para a luz’; e aos que dormem: ‘Despertai’. 
   «Eu te ordeno: Desperta, tu que dormes, porque Eu não te criei para que permaneças cativo no reino dos mortos. Levanta-te de entre os mortos; Eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, minha imagem e semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em Mim e Eu em ti, somos um só.
   «Por ti Eu, teu Deus, Me fiz teu filho; por ti Eu, o Senhor, tomei a tua condição de servo; por ti Eu, que habito no mais alto dos Céus, desci à terra e fui sepultado debaixo da terra; por ti, homem, Me fiz homem sem forças, abandonado entre os mortos; por ti, que saíste do jardim do paraíso, fui entregue aos judeus no jardim e no jardim fui crucificado.
   «Vê no meu rosto os escarros que por ti suportei, para te restituir o sopro da vida original. Vê no meu rosto as bofetadas que suportei para restaurar à minha semelhança a tua imagem corrompida.
   «Vê no meu dorso os açoites que suportei, para te livrar do peso dos teus pecados. Vê as minhas mãos fortemente cravadas à árvore da cruz, por ti, que outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
   «Adormeci na cruz, e a lança penetrou no meu lado, por ti, que adormeceste no paraíso e formaste Eva do teu lado. O meu lado curou a dor do teu lado. O meu sono despertou-te do sono da morte. A minha lança susteve a lança que estava dirigida contra ti.
   «Levanta-te, vamos daqui. O inimigo expulsou-te da terra do paraíso; Eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas no trono celeste. Foste afastado da árvore, símbolo da vida; mas Eu, que sou a vida, estou agora junto de ti. Ordenei aos querubins que te guardassem como servo; agora ordeno aos querubins que te adorem como a Deus, embora não sejas Deus.
   «Está preparado o trono dos querubins, prontos os mensageiros, construído o tálamo, preparado o banquete, adornadas as moradas e os tabernáculos eternos, abertos os tesouros, preparado para ti desde toda a eternidade o reino dos Céus».

Amém!

quarta-feira, 3 de abril de 2019


catolicosregresen.org | Traduzido por Márcio Carvalho



Não importa há quanto tempo você esteja longe da Igreja Católica, você sempre pode voltar para casa. Você pode começar indo à missa novamente e se tornar um membro de uma comunidade paroquial que está pronta para recebê-lo de braços abertos. Deus convida você a decidir aprofundar sua fé como nunca fez antes.
Talvez você sinta um estranho impulso dentro de você que te faz reconsiderar a Igreja. Esse anseio espiritual que sente é Deus que está te chamando. Deus nunca te obriga, ele só te convida. Ele deixa a decisão de retornar à Igreja Católica em suas mãos.
Há muitas razões para retornar à Igreja Católica. Embora Cristo seja a principal razão entre muitos outras para retornar à Igreja, a experiência pessoal de retorno é única, dependendo do que cada coração ouve dentro de si.
http://loja.cursoscatolicos.com.br/phplist/?p=subscribe&id=2
Curso GRATUITO. Clique na imagem para inscrição.
Mais informações no site www.cursoscatolicos.com.br



Aqui estão as dez razões que influenciaram a decisão de muitas pessoas de retornar à prática da religião católica:

• Número 10: porque queremos dar sentido à nossa vida.

No burburinho da vida agitada de hoje, de repente muitos de nós nos damos conta de que nossas vidas perderam seu significado ou propósito. Começamos a nos perguntar, qual é o significado da minha vida? Por que eu faço o que faço? Existe uma confusão generalizada em nossa cultura em relação à moralidade e verdade. A Igreja Católica se oferece como um farol de luz que dá sentido à nossa existência e nos conduz à vida eterna, se perseverarmos nela.

• Número 9: Porque as memórias de nossa infância retornam à memória.

Algumas pessoas dizem que as memórias da infância quando se tinha um relacionamento com Deus reaparecem mais tarde na vida. Começamos a nos perguntar: É possível recuperar a simplicidade da fé? Posso realmente acreditar que Deus está cuidando de mim? A secularização em nossa sociedade desconecta as pessoas de sua própria dimensão espiritual. A Igreja Católica oferece tanto experiências religiosas como místicas que alimentam o coração, a mente, corpo e alma, bem como uma variedade de ministérios leigos ativos que estão interligados e se relacionam com a sociedade de hoje fazendo desta uma sociedade mais santa para viver.

• Número 8: Porque todos cometemos erros.

Há alguns entre nós que se sentem oprimidos pelo peso do pecado que vai se acumulando dentro de nós. Queremos nos livrar da culpa de ter machucado os outros. Começamos a pensar, Deus me perdoará? Existe alguma maneira de começar de novo? Você pode dizer a Deus que se arrepende, mas é através do sacramento da reconciliação que você terá a certeza do perdão de Deus. Além disso, você não apenas se reconciliará com Deus, mas também com todos os outros membros da Igreja, o Corpo de Cristo (CIC 1440), e você receberá a graça necessária para empreender um começo totalmente novo.

• Número 7: Porque precisamos perdoar os outros.

Às vezes guardamos rancores e ressentimentos contra pessoas que nos magoaram profundamente. Talvez fosse um membro da família ou um amigo. Talvez tenha sido outra pessoa (uma freira ou um padre), ou talvez algo tenha acontecido na igreja. Deus me perdoará? Nossa cultura moderna aprova e encoraja a raiva e a vingança. Mas ódio e amargura são como cânceres espirituais que devoram nossos corações. A Igreja Católica oferece a oportunidade de buscar a ajuda de Deus para perdoar os outros, mesmo quando a outra pessoa não pede desculpas ou merece perdão. A capacidade de perdoar é um dom que amplia o coração de uma pessoa para receber o amor e a paz de Deus.

• Número 6: Porque queremos ser curados.

Há alguns entre nós levando feridas espirituais profundas. Sentimos raiva de Deus quando lutamos contra as coisas negativas que acontecem conosco – uma doença incurável, uma lesão que nos enfraquece, um relacionamento rompido, problemas mentais ou emocionais, um ato de violência contra uma pessoa inocente, um acidente inexplicável, desastres naturais, morte de um ente querido ou qualquer outra decepção. A Igreja Católica não pode mudar essas situações ou explicar por que elas aconteceram. Mas há pessoas na Igreja que podem ajudá-lo no processo de cura espiritual para que você possa continuar com sua vida.

• Número 5: Porque a Igreja Católica possui a totalidade da verdade e da graça.

Muitos de nós que nos afastamos da Igreja Católica participamos por algum tempo das bênçãos do culto de diferentes denominações cristãs. Mas alguns retornam quando percebem que o catolicismo possui a totalidade da verdade e da graça. A Igreja Católica não foi fundada por uma única pessoa em busca de reforma ou movimento histórico isolado. Não é fragmentado por interpretações individuais das Escrituras. Existem milhares de denominações cristãs, mas apenas uma Igreja Católica. Esta igreja foi sendo guiado pelo Espírito e protegida do erro em matéria de fé e moral de geração em geração por cerca de dois mil anos, tal como prometido por nosso Senhor Jesus Cristo (profetizado em Isaías 22, 15-25) Mateus 16,13-20; Mateus 18, 15-18 (neste verso a palavra é igreja, não comunidade); 1 Tim 3,15.

• Número 4: Porque queremos que nossas crianças tenham os fundamentos da fé.

Alguns de nós retornamos à Igreja Católica porque reconhecemos que criar filhos em uma cultura que promova "fazer o que quiser" produziria resultados desastrosos. As crianças precisam experimentar a dimensão espiritual em suas vidas. Eles precisam de um sistema de crenças estruturado e de uma sólida formação moral que vá além da lógica e do raciocínio humanos. Voltamos porque queremos que nossos filhos sejam capazes de construir suas vidas em uma base sólida.

• Número 3: Porque queremos fazer parte de nossa comunidade de fé.

Muitos de nós procuramos sentir que pertencemos a algo. No entanto, nossa comunidade é mais do que apenas pessoas amigáveis, sermões inspirados e atividades interessantes. Uma comunidade cristã católica é um grupo de pessoas que se reúne em torno da pessoa de Jesus Cristo para adorar a Deus e viver à luz do Espírito Santo. Os católicos se reúnem na missa, nos sacramentos e nas atividades paroquiais para orar, celebrar as alegrias, lamentar as perdas, servir aos outros, dar apoio e receber força para a vida diária. Uma paróquia católica oferece isso - e muito mais - para pessoas que reconhecem a importância de andar com os outros em direção à união com Deus.

• Número 2: Porque queremos ajudar outras pessoas.

Há muitas oportunidades no mundo secular para ser voluntário. O que falta é a dimensão espiritual que esse tipo de serviço oferece dentro da Igreja Católica. É mais do que uma atividade para "sentir-se bem". É parte do "grande mandamento" (Marcos 12,28) de amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. Ao chegar aos outros, os voluntários católicos se tornam instrumentos do amor de Deus. A Igreja Católica oferece oportunidades para impactar a vida das pessoas aqui e no resto do mundo.

• Número 1: Porque estamos com fome da Eucaristia.

[A Eucaristia é a razão mais importante pela qual as pessoas retornam à Igreja]
Muitas pessoas retornam à Igreja Católica porque sentem grande desejo pela Eucaristia. Às vezes acontece durante um casamento, um funeral, um batismo, uma primeira Comunhão ou uma Crisma. Às vezes acontece quando as pessoas estão sozinhas ou enfrentando dificuldades em suas vidas. As pessoas descrevem isso como um profundo desejo de apaziguar a fome pelo alimento espiritual que é receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo. A fome da Eucaristia origina o reconhecimento da presença de Cristo nos outros sacramentos, o que os aproxima ainda mais da prática de sua fé. É, sem dúvida, a principal razão pela qual as pessoas retornam à Igreja Católica.



A maioria das pessoas descobre que o retorno à Igreja não é um evento isolado, mas sim um processo que envolve um pouco de dor e riso, alguma reflexão, oração, discernimento e muito abandono. "Meu verdadeiro retorno à plena participação na paróquia aconteceu há três anos, depois de sentir saudade pela primeira vez", admitiu uma pessoa.

E o que recebemos em troca? A Igreja Católica nos oferece união com Jesus Cristo:
  • · Nas Sagradas Escrituras
  • · Na oração
  • · Na participação da comunidade com os outros
  • · Na Eucaristia
  • · E nos outros sacramentos.
Ela nos oferece suporte espiritual nos bons e maus momentos também. Dá-nos a sabedoria divina de milhares de anos de pessoas como você que viveram em todos e cada um dos séculos de história cristã: 33d.C., 100 d.C., 800 d.C., 1000 d.C., 1300 d.C., 1964 d.C., e 2005 d.C. Oferece-nos significado e propósito nesta vida e a promessa de vida eterna com Ele depois da morte para aqueles que perseveram até o fim.
Você sabe que está em casa quando começa a sentir uma profunda sensação de paz.


Uma nota pessoal: Para aqueles (famílias, maridos, esposas, etc.) que deixaram a Igreja Católica ou que não são cristãos católicos e que tenham descartado a possibilidade de sê-lo por causa dos recentes problemas na Igreja, eu gostaria de compartilhar o seguinte.

Temos problemas, mas usar a crise na Igreja como uma desculpa para não ser católico, ou para um cristão não católico não se tornar católico não é desculpa. Somos e sempre seremos uma Igreja de santos e pecadores. Através da Eucaristia, onde REALMENTE participamos da Natureza Divina, Nosso Senhor nos molda em direção à maturidade e, se necessário, leva os ressentimentos que fomos mantendo em nossos corações por muitos anos em nossa alma. Devemos cooperar com Ele, com nossas orações, e não fugir.
Vamos esperar e rezar para que nos próximos anos os líderes da Igreja, escolhidos por decreto divino, levem a sério a tarefa de examinar [e tomar medidas sérias do caso] a situação espiritual e o ambiente de muitos seminários católicos, para avaliar e examinar professores de seminários, diretores vocacionais e religiosos.
Embora os meios de comunicação tendam a pintar os problemas em nossa Igreja com um pincel largo e nunca em uma luz positiva, lembre-se que há muitos santos sacerdotes que realizam a sua vocação silenciosamente e são realmente santos testemunhas de Jesus. (Estes são os padres que nunca estarão no noticiário da noite.) Tanto como Jesus foi rejeitado pelo mundo, assim a Igreja que Ele fundou e os verdadeiros seguidores desta Igreja serão rejeitados.
Um exemplo: Nos últimos anos, foram feitos estudos sobre o abuso sexual dentro de igrejas. O estudo foi baseado na correspondência entre o incidente e a população da igreja.
Adivinhem que igreja teve o menor nível de incidência de abuso sexual? Adivinhou corretamente: a Igreja Católica.
Será que vamos ouvir isso em nossas notícias locais?




segunda-feira, 25 de março de 2019

Esta oração pode ser rezada logo após o Angelus mariano, como devoção privada.


Angelus Domini in honorem Sancti Iosephi

Angelus Domini apparuit in somnis Ioseph.
Ut Maria non dimitteretur ab eo.
Ave Ioseph, gratia dives,
Dominus tecum.
Benedictus tu inter viros,
et benedictus fructus ventris Mariae, Iesus.
Sancte Ioseph, pater nutricie Filii Dei, ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

Ioseph, fili David,
noli timere accipere Mariam coniugem tuam.
Quod enim in ea natum est de Spiritu Sancto est.
Ave Ioseph, ...

Pariet autem filium, et vocabis nomen eius Iesum.
Ipse enim salvum faciet populum suum a peccatis eorum.

Ave Ioseph, gratia dives,

Ora pro nobis, gloriose Patriarche sancte Ioseph.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Oremus.
Sanctissimae Genetricis tuae Sponsi patrocinio suffulti, rogamus, Domine, clementiam tuam: ut corda nostra facias terrena cuncta despicere ac te verum Deum perfecta caritate diligere: Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. Amen.
GLORIA PATRI (3x)

Angelus em honra de São José

O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José
Para que não repudiasse Maria.
Ave, José, rico de graça,
o Senhor é convosco
Bendito sois vós entre os homens e  bendito é o fruto do ventre de Maria, Jesus.
São José, pai nutrício do Filho de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora de nossa morte.
Amém.
José, filho de Davi,
não temas receber Maria como tua esposa,
porque Aquele que foi concebido nela é obra do Espírito Santo.

Ave, José...

Ela dará à luz a um filho e o chamarás Jesus
porque Ele salvará o povo de seus pecados.

Ave, José...

Rogai por nós, glorioso Patriarca São José.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Sustentados pelo patrocínio do esposo de Vossa Santíssima Mãe, rogamos, Senhor, a Vossa clemência: fazei que nossos corações, desprezando tudo que é terreno, amem a Vós, Deus verdadeiro, com perfeita caridade. Vós que viveis e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.
Glória ao Pai... (3x)
 
http://www.cursoscatolicos.com.br

http://www.cursoscatolicos.com.br

sexta-feira, 8 de março de 2019

Amados irmãos e irmãs, temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência ascética e espiritual. No Evangelho que foi proclamado, Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus (cf. Mt 6, 1-6.16-18).
http://loja.cursoscatolicos.com.br/bentoxvi
Reflexões para o Ano Litúrgico. Anos A, B e C - PAPA BENTO XVI
Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação e o consenso dos homens, são por Ele aceites se expressam a determinação do coração a servi-l'O, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: "ieiunio... mentem elevas: com o jejum elevas o espírito" (Prefácio IV).
O jejum, ao qual a Igreja nos convida neste tempo forte, certamente não nasce de motivações de ordem física ou estética, mas brota da exigência que o homem tem de uma purificação interior que o desintoxique da poluição do pecado e do mal; que o eduque para aquelas renúncias saudáveis que libertam o crente da escravidão do próprio eu; que o torne mais atento e disponível à escuta de Deus e ao serviço dos irmãos. Por esta razão o jejum e as outras práticas quaresmais são consideradas pela tradição cristã "armas" espirituais para combater o mal, as paixões negativas e os vícios. A este propósito, apraz-me ouvir de novo convosco um breve comentário de São João Crisóstomo. "Como no findar do Inverno escreve ele volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar a nave, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice, o viandante revigorado prepara-se para a longa viagem e o atleta depõe as vestes e prepara-se para as competições; assim também nós, no início deste jejum, quase no regresso de uma Primavera espiritual forjamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores, e como timoneiros reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. Como viandantes retomamos a viagem rumo ao céu e como atletas preparamo-nos para a luta com o despojamento de tudo".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019


"Conhecer a verdade" é uma das frases mais ditas por protestantes, ao lado de "encontrar Jesus". Mas eles sabem, ao menos, O QUE É a verdade?

Quid est veritas? - perguntou Pôncio Pilatos a Jesus, mas não ouviu resposta; talvez não precisasse da definição de verdade, pois estava diante da Verdade. Era evidente (à vista).

Por definição, a verdade é a adequação da mente à coisa: a inteligência reconhece a verdade que está nas coisas.

Quando estou diante do computador, reconheço várias verdades mais evidentes: estou diante do computador (não estou sonhando), posso tocá-lo (é material), há informações na tela, etc. Outras verdades não são evidentes, pois dependem de raciocínio mais profundo: como são processadas essas informações, como foram parar ali, quem fez esse computador, etc. Mas essas verdades existem.
Fica claro que a verdade é sempre uma só.

A Filosofia é a ciência que estuda (ou deveria estudar) a verdade das coisas e o processo de se chegar a ela.

Há um princípio, na busca da verdade, que diz: "uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, sob o mesmo aspecto". Assim, por exemplo, perguntamos:
- Todas as religiões são verdadeiras?
É evidente que não, pois ensinam coisas diferentes e até contraditórias. A verdade não é contraditória e é uma só.
- Há quantos deuses?
Esta resposta não é evidente, mas com um pouco de raciocínio chegamos a conclusão que só pode haver Um Deus.

Se há um só Deus, há uma só religião que Lhe represente corretamente, pois, como descobrimos, Deus mesmo se revelou. Todas as outras podem aproximar-se, ora mais, ora menos, da verdade completa.
Assim, de raciocínio em raciocínio, de conclusão em conclusão, das mais evidentes às mais complexas, vamos reconhecendo a verdade.

www.cursoscatolicos.com.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Atualmente, quando se fala em "educação sexual", logo se pensa em educação escolar ou programas de governo em matéria sexual, principalmente os programas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Em recente coletiva de imprensa, no voo de retorno da JMJ Panamá, o Papa Francisco foi questionado se teria uma opinião sobre a educação sexual escolar:
Existe um problema que  é comum em toda a América Central, incluindo o Panamá e grande parte da América Latina: gravidez precoce. Só no Panamá foram dez mil no ano passado. Os detratores da Igreja Católica culpam-na por resistir à educação sexual nas escolas. Qual é a opinião do Papa?

"Creio que nas escolas é preciso dar educação sexual. Sexo é um dom de Deus não é um monstro. É o dom de Deus para amar e se alguém o usa para ganhar dinheiro ou explorar o outro, é um problema diferente. Precisamos oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonização ideológica. Porque se nas escolas se dá uma educação sexual embebida de colonizações ideológicas, destrói a pessoa. O sexo como dom de Deus deve ser educado, não rigidamente. Educado, de "educere", para fazer emergir o melhor da pessoa e acompanhá-la no caminho. O problema está nos responsáveis ​​pela educação, seja a nível nacional, seja local, como também em cada unidade escolar: quem são os professores para isso, que livros de textos usar... Eu vi de todos os tipos, há coisas que amadurecem e outras que causam danos. Digo isso sem entrar nos problemas políticos do Panamá: precisamos dar educação sexual para as crianças. O ideal é que comecem em casa, com os pais. Nem sempre é possível por causa de muitas situações familiares, ou porque não sabem como fazê-lo. A escola compensa isso e deve fazê-lo, caso contrário, resta um vazio que é preenchido por qualquer ideologia."
Isto foi destaque em diversos meios de correntes ideológicas e políticas favoráveis à prática, principalmente como "recado" ao novo governo brasileiro que vem sinalizando ser contra à ideologia de gênero, muitas vezes incluída nos programas de educação sexual. O Papa já havia pormenorizado o tema da educação sexual na Amoris Laetitia, sem se posicionar sobre a educação escolar.
Contudo, é preciso relembrar que entrevista de avião não é Magistério da Igreja e opinião pessoal do Papa não é matéria vinculante de fé ou costumes.

Para a Igreja, a sexualidade humana pode e deve ser educada, em sua totalidade: na dimensão procriadora, afetiva, cognitiva e religiosa. Portanto, a educação sexual jamais deveria reduzir-se a mera informação sobre a sexualidade ou à fisiologia genital.
Quem deve dar esta educação? A Igreja nunca se omitiu quanto a isso:

"Assaz difuso é o erro dos que, com pretensões perigosas e más palavras, promovem a pretendida educação sexual, julgando erradamente poderem precaver os jovens contra os perigos da sensualidade, com meios puramente naturais, tais como uma temerária iniciação e instrução preventiva, indistintamente para todos, e até publicamente, e pior ainda, expondo-os por algum tempo às ocasiões para os acostumar, como dizem, e quase fortalecer-lhes o espírito contra aqueles perigos.
Estes erram gravemente, não querendo reconhecer a natural fragilidade humana e a lei de que fala o Apóstolo: contrária à lei do espírito, e desprezando até a própria experiência dos factos, da qual consta que, nomeadamente nos jovens, as culpas contra os bons costumes são efeito, não tanto da ignorância intelectual, quanto e principalmente da fraqueza da vontade, exposta às ocasiões e não sustentada pelos meios da Graça.
Se consideradas todas as circunstâncias se torna necessária, em tempo oportuno, alguma instrução individual, acerca deste delicadíssimo assunto, deve, quem recebeu de Deus a missão educadora e a graça própria desse estado, tomar todas as precauções, conhecidíssimas da educação cristã tradicional, e suficientemente descritas pelo já citado Antoniano, quando diz: « Tal e tão grande é a nossa miséria e a inclinação para o mal, que muitas vezes até as coisas que se dizem para remédio dos pecados são ocasião e incitamento para o mesmo pecado. Por isso importa sumamente que um bom pai quando discorre com o filho em matéria tão lúbrica, esteja bem atento, e não desça a particularidades e aos vários modos pelos quais esta hidra infernal envenena uma tão grande parte do mundo; não seja o caso que, em vez de extinguir este fogo, o sopre ou acenda imprudentemente no coração simples e tenro da criança. Geralmente falando, enquanto perdura a infância, bastará usar daqueles remédios que juntamente com o próprio efeito, inoculam a virtude da castidade e fecham a entrada ao vício »" (PAPA PIO XI, DIVINI ILLIUS MAGISTRI)
O CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA dedicou um documento inteiro sobre o tema: SEXUALIDADE HUMANA:VERDADE E SIGNIFICADO - Orientações educativas em família.

O Papa João Paulo II dá uma abertura para a escola, mas fica claro que não é qualquer escola:
"A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve actuar-se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos e controlados por eles. Neste sentido a Igreja reafirma a lei da subsidiariedade, que a escola deve observar quando coopera na educação sexual, ao imbuir-se do mesmo espírito que anima os pais." (Familiaris consortio 37)
Na sua Carta às famílias lamentou esses conteúdos:
"O utilitarismo é uma civilização da produção e do desfrutamento, uma civilização das «coisas» e não das «pessoas» ; uma civilização onde as pessoas se usam como se usam as coisas. No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objecto, os filhos um obstáculo para os pais, a família uma instituição embaraçante para a liberdade dos membros que a compõem. Para convencer-se disto, basta examinar certos programas de educação sexual introduzidos nas escolas, não obstante o frequente parecer contrário e até os protestos de muitos pais".

Portanto, os pais de família não se esquivem de formar seus filhos e se formar nesses temas por vezes difíceis, mas que são de sua responsabilidade; bem como não deixem de vigiar e se impor sobre o que os outros querem ensinar aos seus filhos, na escola e nos meios de comunicação.

***

Lexicon - termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas

http://loja.cursoscatolicos.com.br/lexiconCurso de Moral Fundamental e das Virtudes

sábado, 12 de janeiro de 2019

  por Pe. Oscar G. Quevedo S.J. (*15/12/1930 - +09/01/2019)
    



O Papa Bento XIV, Próspero Lambertini, tinha plena consciência dos problemas que envolvem a verificação da natureza milagrosa das curas súbitas e, por isso estabeleceu critérios, hoje seguidos pela Igreja: 

  • A deficiência ou moléstia deve ser grave. Isto é, a condição deve ser tal que a cura pelo tratamento convencional se revele difícil ou impossível. Casos diagnosticados como fatais, especialmente, entram nessa categoria.
  • O paciente não deve ter melhorado ao tempo da cura, nem sofrer de uma condição cuja remissão se possa esperar. Não se sabe ao certo que papel o sistema imunológico do corpo desempenha na "cura" de uma condição que ocasionalmente regride.
  • O paciente não deve estar em tratamento ortodoxo na ocasião. Bento XIV sabia que os medicamentos às vezes provocam efeitos latentes ou a longo prazo no corpo humano. Chegou a sugerir que o investigador obtenha uma declaração jurada do médico e do farmacêutico sobre o tratamento administrado ao paciente e o momento em que ele foi suspenso, antes de avaliar a natureza miraculosa da cura. Também estipulou que, se o paciente está sob tratamento da cura, cumpre demonstrar positivamente que ele não funcionou.
  • A cura deve ser súbita e instantânea. O sistema imunológico do corpo precisa de tempo para combater uma infecção ou um ferimento. Um dos indícios de cura milagrosa é a instantaneidade, isto é, o processo se revela rápido demais para ser resultado de uma atividade biológica qualquer do tempo.
  • A cura deve ser perfeita e completa. Mesmo doentes em estado grave tem períodos de melhora e as vezes a moléstia sofre remissão temporária. A cura não pode ser considerada milagrosa se o paciente apenas melhora. A afecção tem de desaparecer totalmente para que a cura seja considerada sobrenatural.
  • A cura não deve ocorrer nas ocasiões em que uma crise provocada por causas naturais haja afetado o paciente ou o curso da doença. Já no século XVIII Bento XIV constatou o nexo que existe entre a mente e o corpo, notando que um choque súbito sofrido por um afeta o outro. Procurou persistentemente determinar o efeito do trauma sobre a doença humana. Também não ignorava que certas medicações podem produzir poderoso efeito na condição de um paciente, fazendo-o parecer pior quando na verdade lhe estão sendo benéficas.
  • A cura deve ser permanente. O paciente precisa ver-se livre de todos os sintomas de sua doença por anos seguidos de acompanhamento médico, antes que o milagre seja declarado, e no caso de revitalização, 10 anos. 
    http://www.cursoscatolicos.com.br
Related Posts