sexta-feira, 23 de junho de 2017

Lá em 2008 a imprensa fazia alvoroço com uma "nova lista" de "pecados capitais" (sic).

A confusão se deve à interpretação que alguns órgãos informativos fizeram de uma entrevista publicada na edição italiana cotidiana de L’Osservatore Romano, com data de 9 de março.
O entrevistado é Dom Gianfranco Girotti, bispo regente do tribunal da Penitenciaria Apostólica: Le nuove forme del peccato sociale

A entrevista trata principalmente do papel da Penitenciária Apostólica, que é um organismo de foro interno que examina e resolve dúvidas morais ou jurídicas. A um dado momento, fala sobre a consciência de pecado na sociedade moderna. O jornalista Nicola Gori perguntou ao prelado: Quali sono i nuovi peccati secondo lei? (Quais são, segundo o senhor, os novos pecados?)
 
"Há várias áreas dentro das quais hoje percebemos atitudes pecaminosas em relação
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/08/curso-de-doutrina-social-da-igreja.html
aos direitos individuais e sociais
. Antes de tudo a área da bioética, dentro da qual não podemos deixar de denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, através de experimentos, manipulações genéticas, cujos efeitos é difícil prever e controlar. Outra área, propriamente social, é a área das drogas, com a qual a psique se enfraquece e a inteligência obscurece, deixando muitos jovens fora do circuito eclesial. A área das desigualdades sociais e econômicas, pelas quais os pobres se tornam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, alimentando uma insustentável justiça social; a área da ecologia, que reveste hoje um importante interesse".
 Os pecados não são novos, mas manifestam-se mais ou menos segundo os ambientes e as consciências. Todas essas áreas são tratadas pela Doutrina Social da Igreja.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Segundo o capítulo VII - EXIGÊNCIAS E TAREFAS ATUAIS - da Encíclica "Fides et Ratio" (Fé e Razão) de João Paulo II, 1998.

  1. A renovação de sua metodologia, tendo em vista uma mais eficaz evangelização;
  2. Manter o olhar fixo na Verdade, que lhe foi confiada pela Revelação;
  3. Manter o diálogo sincero e tolerante entre as pessoas, superar as divisões;
  4. Análise atenta dos textos da Sagrada Escritura e da Tradição com o contributo da filosofia. Que o teólogo se interrogue sobre qual seja a verdade profunda do texto dentro dos limites da linguagem, e sobre o fato histórico e sua significação.
  5. Conciliar a verdade universal com os condicionamentos históricos e culturais. Mais importante que interpretar as fontes é compreender a verdade revelada, com a ajuda duma filosofia do ser.
  6. No campo da teologia moral também é necessária a recuperação da filosofia, a noção de bem, a concepção de consciência.
  7. No campo da catequese também é necessária a reflexão filosófica. Na catequese se pretende formar a pessoa, com a comunicação lingüística, apresentar a doutrina da Igreja e sua relação com a vida.
  8. Recuperar a relação entre a filosofia e a tradição cristã para prevenir do perigo de algumas correntes filosóficas, entre elas:
    http://www.cursoscatolicos.com.br/2017/04/curso-teologico-pastoral-completo.html
    • O ecletismo, que toma idéias de distintas filosofias sem se importar com sua coerência.
    • O historicismo, que estabelece uma verdade adequada a um período e uma função histórica, negando a validade perene da verdade.
    • O modernismo, que usa apenas asserções e termos mais recentes, desconsiderando a tradição.
    • O cientificismo, que se recusa admitir formas de conhecimento diferente das ciências positivas. Nega a metafísica e mesmo a ética. Tudo que é tecnicamente possível torna-se moralmente admissível.
    • O pragmatismo, que ao fazer suas opções, exclui o recurso à reflexão e avaliação. Tal ocorre em certas democracias.
    • O niilismo, que rejeita qualquer fundamento e toda verdade objetiva.

    *****
    Curso Teológico Pastoral Completo:
    http://www.cursoscatolicos.com.br/
Basílica Vaticana
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Estimados irmãos e irmãs
Na antífona ao Magnificat, daqui a pouco entoaremos: "O Senhor recebeu-nos no seu coração Suscepit nos Dominus in sinum et cor suum". No Antigo Testamento fala-se 26 vezes do coração de Deus, considerado como o órgão da sua vontade: o homem é julgado em relação ao coração de Deus. Por causa da dor que o seu coração sente pelos pecados do mundo, Deus decide o dilúvio, mas depois comove-se diante da debilidade humana e perdoa. Além disso, há um trecho veterotestamentário em que o tema do coração de Deus se encontra expresso de modo absolutamente claro: é no capítulo 11 do livro do profeta Oseias, onde os primeiros versículos descrevem a dimensão do amor com que o Senhor se dirigiu a Israel, na aurora da sua história: "Quando Israel ainda era menino, Eu o amei, e do Egipto chamei o meu filho" (v. 1). Na verdade, à incansável predilecção divina, Israel responde com indiferença e até com ingratidão. "Quanto mais os chamava o Senhor é obrigado a constatar mais eles se afastavam de mim" (v. 2). Todavia, Ele nunca abandona Israel nas mãos dos inimigos, pois "o meu coração observa o Criador do universo comove-se dentro de mim, comove-se a minha compaixão" (v. 8).

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O coração de Deus comove-se! Na hodierna solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, a Igreja oferece à nossa contemplação este mistério, o mistério do coração de um Deus que se comove e derrama todo o seu amor sobre a humanidade. Um amor misterioso, que nos textos do Novo Testamento nos é revelado como paixão incomensurável pelo homem. Ele não se rende perante a ingratidão, e nem sequer diante da rejeição do povo que Ele escolheu para si; pelo contrário, com misericórdia infinita, envia ao mundo o seu Filho, o Unigénito, para que assuma sobre si o destino do amor aniquilado a fim de que, derrotando o poder do mal e da morte, possa restituir dignidade de filhos aos seres humanos, que o pecado tornou escravos. Tudo isto a caro preço: o Filho Unigénito do Pai imola-se na cruz: "Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim" (cf. Jo 13, 1). Símbolo de tal amor, que vai além da morte é o seu lado traspassado por uma lança. A este propósito, a testemunha ocular, o Apóstolo João, afirma: "Um dos soldados perfurou-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água" (cf. Jo 19, 34).
Reflexões para o Ano Litúrgico. Anos A, B e C - PAPA BENTO XVI

[...]
Dilectos irmãos e irmãs, detenhamo-nos em conjunto para contemplar o Coração traspassado do Crucificado. Há pouco ouvimos mais uma vez, na breve leitura tirada da Carta de São Paulo aos Efésios que "Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, estando nós mortos pelas nossas culpas, deu-nos a vida juntamente com Cristo... Com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar lá nos Céus, em Cristo Jesus" (Ef 2, 4-6). No Coração de Jesus está expresso o núcleo essencial do cristianismo, em Cristo foi-nos revelada e comunicada toda a novidade revolucionária do Evangelho: o Amor que nos salva e nos faz viver já na eternidade de Deus. O evangelista João escreve: "Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 6). Então, o seu Coração divino chama o nosso coração; convida-nos a sair de nós mesmos, a abandonar as nossas seguranças humanas para confiar nele e, seguindo o seu exemplo, a fazer de nós mesmos um dom de amor sem reservas.
Se é verdade que o convite de Jesus, a "permanecer no seu amor" (cf. Jo 15, 9) é para cada baptizado, na solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, dia de santificação sacerdotal, tal convite ressoa com maior vigor para nós, sacerdotes, de modo particular nesta tarde, solene início do Ano sacerdotal, por mim desejado por ocasião do sesquicentenário da morte do Santo Cura d'Ars. Vem-me imediatamente ao pensamento uma sua bonita e comovedora afirmação, citada no Catecismo da Igreja Católica: "O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus" (n. 1589). Como não recordar com emoção que directamente deste Coração brotou o dom do nosso ministério sacerdotal? Como esquecer que nós, presbíteros, fomos consagrados para servir, humilde e respeitavelmente, o sacerdócio comum dos fiéis? A nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, que requer plena fidelidade a Cristo e união incessante com Ele; ou seja, exige que tendamos constantemente para a santidade, como fez São João Maria Vianney.
[...]
A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos; de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas. Na adoração eucarística, que se seguirá à celebração das Vésperas, pediremos ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero com a "caridade pastoral" capaz de assimilar o seu pessoal "eu" ao de Jesus Sacerdote, de maneira a poder imitá-lo na mais completa autodoação. Que nos obtenha esta graça a Virgem Maria, cujo Coração Imaculado contemplaremos amanhã com fé viva. Para Ela, o Santo Cura d'Ars nutria uma devoção filial, a tal ponto que em 1836, antecipando a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, já tinha consagrado a sua paróquia a Maria, "concebida sem pecado". E conservou o hábito de renovar com frequência esta oferta da paróquia à Virgem Santa, ensinando aos fiéis que "era suficiente dirigir-se a Ela para ser atendidos", pelo simples motivo que Ela "deseja sobretudo ver-nos felizes". Que nos acompanhe a Virgem Santa, nossa Mãe, no Ano sacerdotal que hoje inauguramos, a fim de que possamos ser guias sólidos e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais. Amém!


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Resumo dos capítulos do livro "História da Igreja século a século", do Pe. Antonio Rivero, LC: http://loja.cursoscatolicos.com.br/historiadaigreja

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sexta-feira, 12 de maio de 2017


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Folhetos disponíveis:

  1. Jesus Cristo mentiu? - fatos sobre a existência de Jesus, dos Evangelhos e da Igreja.
  2. "A Minha Igreja" - sobre a única e verdadeira Igreja de Cristo.
  3. A Bíblia Católica -  sobre as diferenças entre as bíblias católicas e protestantes, a importância da Tradição, os erros de tradução.
  4. Por que não sou protestante? - são sete razões principais. [áudio mp3]
  5. Por que creio na Igreja Católica? - porque temos certezas. 
  6. Só a bíblia basta? - cinco razões porque a bíblia não é autossuficiente.
  7. Perguntas e respostas sobre o Sacramento da Confissão.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O termo "Economia" aparece muitas vezes na Teologia ("Economia da Salvação", "Economia da revelação"). Mas não tem nada a ver com dinheiro.

Por exemplo, na Constituição Dogmática Dei Verbum (grifos nossos):
2. Aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cfr. Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cfr. Ex. 33, 11; Jo. 15,1415) e convive com eles (cfr. Bar. 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele. Esta «economia» da revelação realiza-se por meio de acções e palavras ìntimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. 
4. [...] Por isso, Ele, vê-lo a Ele é ver o Pai (cfr. Jo. 14,9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está connosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna. Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará [...]
14. A «economia» da salvação de antemão anunciada, narrada e explicada pelos autores sagrados, encontra-se nos livros do Antigo Testamento como verdadeira palavra de Deus. 
15. A «economia» do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profèticamente (cfr. Lc. 24,44; Jo. 5,39; 1 Ped. 1,10) e a simbolizar com várias figuras (cfr. 1 Cor. 10,11) o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico.



Economia, em sua origem, significa "administração da casa".
Em Teologia, refere-se à ação de Deus em nosso mundo. É Deus atuando para fora de Si, na obra que Ele criou.
"... fala aos homens como a amigos [...] e conversa com eles [...], para os convidar e admitir a participarem da sua comunhão. Esta 'economia' da Revelação executa-se por meio de ações e palavras"
"A Aliança com Noé depois do dilúvio exprime o princípio [início] da Economia divina para as 'nações' [para os outros povos]..."

Então, quando aparecer a expressão "Economia da Salvação", por exemplo, refere-se ao que Deus faz em nosso favor. Antes de criar tudo o que existe, Deus já existia, mas não havia "Economia", pois não havia nada além de Deus mesmo.
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