quarta-feira, 3 de junho de 2015

Catequese que o Papa Bento XVI dirigiu aos grupos de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, na quarta-feira, 17 de novembro de 2010, para a audiência geral. 
***
Queridos irmãos e irmãs:
Também nesta manhã eu gostaria de vos apresentar uma figura feminina, pouco conhecida, à qual a Igreja, no entanto, deve um grande reconhecimento, não somente pela sua santidade de vida, mas também porque, com seu grande fervor, ela contribuiu para a instituição de uma das solenidades litúrgicas mais importantes do ano, a do Corpus Domini (em português, mais conhecida como Corpus Christi, N. da T.).
Estamos falando de Santa Juliana de Cornillon, conhecida também como Juliana de Liège. Possuímos alguns dados sobre sua vida, sobretudo por meio de uma biografia, escrita provavelmente por um contemporâneo seu, que recolhe vários testemunhos de pessoas que conheceram diretamente a santa.
Juliana nasceu entre 1191 e 1192, nas proximidades de Liège, na Bélgica. É importante sublinhar este lugar, porque naquela época a diocese de Liège era, por assim dizer, um verdadeiro "cenáculo eucarístico". Antes de Juliana, insignes teólogos haviam ilustrado lá o valor supremo do sacramento da Eucaristia e, sempre em Liège, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervente. Guiadas por sacerdotes exemplares, tais mulheres moravam juntas, dedicando-se à oração e às obras de caridade.
Órfã aos 5 anos de idade, Juliana, junto à sua irmã Inês, foi confiada aos cuidados das religiosas agostinianas do convento-leprosário de Mont-Cornillon. Foi educada sobretudo por uma freira cujo nome era Sabedoria e que acompanhou seu amadurecimento espiritual, até que a própria Juliana recebeu o hábito religioso e se converteu, também ela, em freira agostiniana. Adquiriu uma notável cultura, chegando até a ler as obras dos Padres da Igreja em latim, particularmente Santo Agostinho e São Bernardo. Além de uma inteligência vivaz, Juliana mostrava, desde o começo, uma propensão particular à contemplação; tinha um sentido profundo da presença de Cristo, que experimentava vivendo de maneira particularmente intensa o sacramento da Eucaristia e meditando com freqüência sobre as palavras de Jesus: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos" (Mt 28,20).
Aos 16 anos, teve uma primeira visão, que depois se repetiu muitas vezes em suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua em seu pleno esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor a fez compreender o significado do que lhe aparecera. A lua simbolizava a vida da Igreja na terra; a linha opaca representava, no entanto, a ausência de uma festa litúrgica, para cuja instituição se pedia a Juliana que trabalhasse de maneira eficaz, isto é, uma festa na qual os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar sua fé, crescer na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.
Durante cerca de 20 anos, Juliana - que, enquanto isso, havia se tornado a priora do convento - conservou em segredo esta revelação, que havia enchido seu coração de alegria. Depois contou a duas ferventes adoradoras da Eucaristia: a Beata Eva, que levava uma vida eremítica, e Isabel, que a havia seguido ao mosteiro de Mont-Cornillon. As três mulheres estabeleceram uma espécie de "aliança espiritual", com o propósito de glorificar o Santíssimo Sacramento. Também quiseram envolver um sacerdote muito estimado, João de Lausana, cônego da igreja de São Martinho de Liège, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre o que elas carregavam no coração. As respostas foram positivas e motivadoras.
O que aconteceu com Juliana de Cornillon se repete frequentemente na vida dos santos: para ter a confirmação de que uma inspiração vem de Deus, é necessário sempre submergir-se na oração, saber esperar com paciência, buscar a amizade e aproximar-se de outras almas boas e submeter tudo ao juízo dos pastores da Igreja. Foi precisamente o bispo de Liège, Roberto de Thourotte, quem, depois das dúvidas iniciais, acolheu a proposta de Juliana e das suas companheiras e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Domini em sua diocese. Mais tarde, outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais.
Contudo, Deus frequentemente pede aos santos que superem provas, para que sua fé cresça. Isso aconteceu com Juliana, que teve de sofrer a dura oposição de alguns membros do clero e do próprio superior do qual seu mosteiro dependia. Então, por vontade própria, Juliana deixou o convento de Mont-Cornillon com algumas companheiras e, durante 10 anos, entre 1248 e 1258, foi hóspede de vários mosteiros de religiosas cistercienses. Ela edificava todos com sua humildade, nunca tinha palavras de crítica ou de reprovação para seus adversários, senão que continuava difundindo com zelo o culto eucarístico. Faleceu em 1258, em Fosses-La-Ville, na Bélgica. Na cela em que jazia, expuseram o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana morreu contemplando, com um último arrebato de amor, Jesus Eucaristia, a quem sempre havia amado, honrado e adorado.
Para a boa causa da festa do Corpus Domini, foi conquistado também Tiago Pantaléon de Troyes, que havia conhecido a santa durante seu ministério de arquidiácono em Liège. Foi precisamente ele quem, ao tornar-se papa com o nome de Urbano IV, em 1264, quis instituir a solenidade do Corpus Domini como festa de preceito para a Igreja universal, na quinta-feira depois de Pentecostes. Na bula de instituição, intitulada Transiturus de hoc mundo (11 de agosto de 1264), o Papa Urbano também evoca com discrição as experiências místicas de Juliana, respaldando sua autenticidade, e escreve: "Ainda que a Eucaristia seja solenemente celebrada todos os dias, consideramos justo que, ao menos uma vez por ano, faça-se dela mais honrada e solene memória. As demais coisas, de fato, das quais fazemos memória, nós as apreendemos com o espírito e com a mente, mas não obtemos por isso sua presença real. No entanto, nesta comemoração sacramental de Cristo, ainda que sob outra forma, Jesus Cristo está presente conosco em sua própria substância. De fato, enquanto estava a ponto de ascender ao céu, disse: 'Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos' (Mt 28, 20)".
O próprio Pontífice quis dar exemplo, celebrando a solenidade do Corpus Domini em Orvieto, cidade em que então residia. Precisamente por ordem sua, na catedral da cidade se conservava - e se conserva ainda hoje - o célebre corporal com as marcas do milagre eucarístico ocorrido no ano anterior, em 1263, em Bolsena. Um sacerdote, enquanto consagrava o pão e o vinho, teve fortes dúvidas sobre a presença real do Corpo e do Sangue de Cristo no sacramento da Eucaristia. Milagrosamente, algumas gotas de sangue começaram a escorrer da Hóstia consagrada, confirmando, dessa forma, o que a nossa fé professa. Urbano IV pediu a um dos maiores teólogos da história, São Tomás de Aquino - que naquela época acompanhava o Papa e se encontrava em Orvieto - que compusesse os textos do ofício litúrgico desta grande festa. Tais textos, em uso ainda hoje na Igreja, são obras-primas nas quais se fundem teologia e poesia. São textos que fazem as cordas do coração vibrar, para expressar louvor e gratidão ao Santíssimo Sacramento, enquanto a inteligência, adentrando-se com estupor no mistério, reconhece na Eucaristia a presença viva e verdadeira de Jesus, do seu sacrifício de amor que nos reconcilia com o Pai e nos dá a salvação.
Ainda que, após a morte de Urbano IV, a celebração da festa do Corpus Domini tenha se limitado a algumas regiões da França, da Alemanha, da Hungria e da Itália Setentrional, o Papa João XXII, em 1317, restaurou-a para toda a Igreja. Desde então, a festa teve um desenvolvimento maravilhoso e ainda é muito especial para o povo cristão.
Eu gostaria de afirmar com alegria que hoje, na Igreja, há uma "primavera eucarística": quantas pessoas dedicam seu tempo a estar diante do Tabernáculo, silenciosas, para desfrutar de um diálogo de amor com Jesus! É consolador saber que muitos grupos de jovens redescobriram a beleza de rezar em adoração diante da Santíssima Eucaristia.
Rezo para que esta "primavera eucarística" se difunda cada vez mais em todas as paróquias, em particular na Bélgica, a pátria de Santa Juliana. O Venerável João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia, constatava que, "em muitos lugares, é dedicado amplo espaço à adoração do Santíssimo Sacramento, tornando-se fonte inesgotável de santidade. A devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam. E mais sinais positivos de fé e de amor eucarísticos se poderiam mencionar" (n. 10).
Recordando Santa Juliana de Cornillon, renovemos, também nós, a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Como nos ensina o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, "Jesus Cristo está presente na Eucaristia dum modo único e incomparável. De fato, está presente de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está presente em modo sacramental, isto é, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo completo: Deus e homem" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 282).
Queridíssimos amigos, a fidelidade ao encontro com o Cristo Eucarístico na Santa Missa dominical é essencial para o caminho de fé, mas tentemos também visitar frequentemente o Senhor presente no Tabernáculo! Contemplando, em adoração, a Hóstia consagrada, encontramos o dom do amor de Deus, encontramos a Paixão e a Cruz de Jesus, assim como sua Ressurreição. Precisamente por meio do nosso olhar em adoração, o Senhor nos atrai a Si, dentro do seu mistério, para transformar-nos como transforma o pão e o vinho (cf. Bento XVI, homilia na solenidade do Corpus Domini, 15 de junho de 2006). Os santos sempre receberam força, consolo e alegria no encontro eucarístico. Com as palavras do hino eucarístico Adoro te devote, repitamos diante do Senhor, presente no Santíssimo Sacramento: "Fazei-me crer cada vez mais em vós, que em Vós eu tenha esperança, que eu vos ame!".
Obrigado.


         No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:
Queridos irmãos e irmãs:
Santa Juliana de Cornillon nasceu perto de Liège, na Bélgica, no último decênio do século doze. Tinha dezesseis anos, quando, numa visão, lhe apareceu a lua no máximo do seu esplendor mas cingida com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor fez-lhe compreender que a lua simbolizava a vida da Igreja sobre a terra, a faixa negra exprimia a ausência duma festa litúrgica na qual os cristãos pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a sua fé e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento. Por outras palavras, faltava a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que hoje temos, instituída pelo Papa Urbano IV cinqüenta anos depois da referida visão e por influência dela; este Papa, durante o seu ministério de arquidiácono precisamente em Liège, tinha conhecido Santa Juliana e deixara-se conquistar para a boa causa da Festa do Corpo de Deus.
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação cordial a todos vós, em especial aos grupos brasileiros de Curitiba e de Propriá. O céu cubra de graças os passos da vossa vida e os preserve do pecado, para que os vossos corações possam, domingo a domingo, hospedar Jesus Eucaristia no meio dos homens. Sobre vós, vossos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha bênção.
Tradução: Aline Banchier.
©Libreria Editrice Vaticana

sexta-feira, 29 de maio de 2015



 (Trecho extraído do capítulo XII do livro Introdução ao estudo dos Dogmas da Igreja Católica, de Sérgio Paulo Roberto, professor do Curso de Introdução aos Dogmas e Curso de Iniciação Bíblica)

Sabemos que os dogmas são vários e, ao mesmo tempo, um só, que é a Verdade, que é o Verbo de Deus. Todo dogma provém do Verbo, sendo dele manifestação.
Entretanto, para fins de ensino, estudo, catequese ou outras aplicações, é possível, e até necessário, “sistematizar” os Dogmas católicos, agrupando-os em categorias. Uma dessas sistematizações os distribui em oito divisões, conforme segue[1]:
http://loja.cursoscatolicos.com.br/DOGMAS·         Dogmas sobre Deus
·         Dogmas sobre Jesus Cristo
·         Dogmas sobre a Criação do Mundo
·         Dogmas sobre o Ser Humano 
·         Dogmas Marianos 
·         Dogmas sobre o Papa e a Igreja 
·         Dogmas sobre os Sacramentos 
·         Dogmas Escatológicos (ou sobre as últimas coisas)

Cada uma dessas categorias abrange vários dogmas, POR EXEMPLO:

Dogmas sobre Deus
·         Deus existe.
·         A existência de Deus é objeto de Fé.
·         Deus é Único.
·         Deus é Eterno.
·         A Santíssima Trindade é real.

Dogmas sobre Jesus Cristo
·         Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência.
·         Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam.
·         Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física.
·         Jesus Cristo é homem e, ao mesmo tempo, Filho natural de Deus.
·         Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício.
·         Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz.
·         Após sua morte, ao terceiro dia, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos.
·         Cristo subiu em corpo e alma aos céus, onde está à direita de Deus Pai.

Dogmas sobre a Criação do Mundo
·         Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada.
·         Caráter temporal do mundo.
·         Conservação do mundo.

Dogmas sobre o Ser Humano
·         O homem é formado por corpo material e alma espiritual.
·         O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação.
·         O homem caído não pode redimir-se a si próprio.

Dogmas Marianos
·         A Imaculada Conceição de Maria.
·         Maria, Mãe de Deus.
·         A Assunção de Maria.
·         A Virgem.

Dogmas sobre o Papa e a Igreja
·         A Igreja foi fundada por Jesus Cristo.
·         Cristo constituiu o Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição.
·         O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja.
·         O Papa é infalível sempre que se pronuncia “ex cátedra”.
·         A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes.

Dogmas sobre os Sacramentos
·         O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo.
·         A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento.
·         A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo.
·         A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação.
·         A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo.
·         Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue.
·         A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo.
·         A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo.
·         O Matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento.

 Dogmas sobre as Últimas Coisas (Escatologia)
·         A Morte e sua origem.
·         O Céu (Paraíso).
·         O Inferno.
·         O Purgatório.
·         O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo.
·         A Ressurreição dos Mortos no Último Dia.
·         O Juízo Particular.
·         O Juízo Universal.


Quantos são os Dogmas?


A lista que vimos acima - existem outras - apresenta 45 dogmas, mas, apesar de extensa, não é exaustiva. Existem outros dogmas, alguns decorrentes desses acima relacionados; outros, de desenvolvimento independente.
Por exemplo, o cânon bíblico, ou seja, a lista dos 73 livros que compõem a Bíblia católica, é dogmático, pois devemos crer, como verdade incontestável, que tais livros, e nenhum outro mais entre os conhecidos, foram inspirados por Deus e, portanto, são suas palavras.[2] Aliás, a inspiração divina da Bíblia e sua inerrância também são dogmas católicos.
Quando Deus diz, no quinto mandamento,[3] de forma imperativa e incondicional, “Não matarás!”, Ele eleva a vida humana à condição sagrada, pois teve origem na ação criadora de Deus e a Ele permanece intrinsecamente ligada. Só Deus é o dono da vida, o que leva o aborto, a eutanásia, o homicídio e até o suicídio à categoria de pecados, já que são atos contrários à vontade de Deus.
Ludwig Ott,[4] em sua magistral obra “Fundamentals of the Catholic Dogma”, apresenta nada menos do que 249 dogmas, listados no Apêndice deste livro. (livro Introdução ao estudo dos Dogmas da Igreja Católica)
Mas, se quisermos conhecer a relação completa dos dogmas, o local, por excelência, onde podemos encontrá-los, é o Catecismo da Igreja Católica, ainda que também lá não seja possível precisar-lhes o número, pois podem ser agrupados ou destacados conforme a intenção daquele que os lê, estuda ou escreve sobre eles.


[1] A divisão aqui exposta é a proposta por Dercio Antonio Paganini, disponível em vários sites já que, pela facilidade didática, é reproduzida em vários artigos católicos. Nossa fonte foi o excelente site “Duc in altum!”, cujo endereço eletrônico para a matéria, que nos subsidiará nas próximas páginas, é: http://www.duc-in-altum.com.br/Duc%20in%20altum!5a.htm
[2] O Concílio de Trento (1546-1543), realizado durante a “reforma” protestante, confirmou de forma dogmática as refutações às heresias de Lutero, inclusive o canon bíblico, do qual Lutero havia suprimido sete livros do Velho Testamento: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e os dois livros dos Macabeus (além de alguns trechos dos livros de Daniel e Ester).
[3] A lei moral (o Decálogo) mantém-se inalterada e incide sobre os cristãos - trata-se de Lei eterna, santa e perfeita (cf. Concílio de Trento).
[4] Ott, Ludwig. Fundamentals of Catholic Dogma. TAN Books, Charlotte, NorthCarolina. 1974

Inscreva-se: Curso de Introdução aos Dogmas da Igreja Católica

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O mundo assistiu nos últimos dias aos acontecimentos da família real britânica que ganhou mais uma herdeira, Charlotte de Cambridge.
Destaca-se a alegria dos pais, da família, dos súditos e de todos os simpatizantes antes mesmo da chegada (parto) do bebê. No ventre da princesa, o bebê já é tratado como real.

E as famílias pobres? Não têm direito de ter bebês reais? Por que a pressão internacional pela legalização do aborto principalmente em países pobres? Por que fetos e embriões são tratados como câncer e não como vida?
O primeiro direito a ser enunciado é o direito à vida, desde o momento da sua concepção até ao seu fim natural, que condiciona o exercício de qualquer outro direito e comporta, em particular, a ilicitude de toda forma de aborto procurado e de eutanásia. (DSI, 155)
https://www.youtube.com/watch?v=UVG6gFN3SdcA campanha pró-aborto já dura algumas décadas, e podemos observar o quanto isso contribui para uma cultura contra a vida. Onde o aborto é legalizado é evidente que as demandas demoníacas são outras e as mais bizarras, pois já se perdeu o limite e a distinção da vida da pessoa humana.
No Brasil agora se discute a regulamentação do aborto até 12 semanas. Um bebê de 12 semanas, para se ter ideia, produz urina, responde ao toque, mexe os dedos e as pálpebras e seus neurônios estão em pleno desenvolvimento, embora tenha apenas cerca de 5,5cm.
http://brasil.babycenter.com/desenvolvimento-fetal-12-semanas-de-gravidez
Felizmente há ainda vozes sensatas lutando contra a cultura da morte. Veja no vídeo abaixo os dados estatísticos reais que destroem as falácias sobre as "vantagens" do aborto, apresentados na audiência pública no Senado em 5/5/2015.
Veja também a refutação a 7 argumentos pró-aborto no artigo Não existem argumentos para o aborto.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

http://loja.cursoscatolicos.com.br/doutrinaeucaristica

1.      Existe dom mais excelente que a Eucaristia?

Não existe. Deus nada pode dar de melhor que a si mesmo. E aqui Deus se dá ao homem pessoalmente, realmente, para estar com ele, imolar-se por seus pecados e unir- se a ele como alimento.
Este dom é, pois, o mais excelente que Deus pode fazer aos homens. Nele prolonga-se para nós a Encarnação do Verbo.

2.      A Eucaristia supera, então, o dom da Encarnação?

Perfeitamente, pois a renova todos os dias através dos séculos, e, com os benefícios da Encarnação, dá-nos ainda sua principal consequência e finalidade, que foi o Sacrifício de Cristo.

3.      Em que sentido a Eucaristia renova a Encarnação?

A Eucaristia renova a Encarnação não no sentido de que o Verbo de novo se encarne no seio de Nossa Senhora — isto não. Renova o que substancialmente a Encarnação realizou: a presença do Verbo Humanado entre nós para nos santificar.
Não há necessidade de Jesus passar novamente pelo seio de Maria. A Humanidade recebida de Maria continua inseparavelmente unida ao Verbo. Porque se prolonga entre os homens por um Sacramento a presença real desta Humanidade, dizemos prolongar-se a sua Encarnação.


Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN (bispo emérito de Taubaté). Doutrina Eucarística. Respostas às perguntas mais naturais que o espírito humano formula diante do Mistério da Eucaristia. Martyria, 2013. 128p. http://loja.cursoscatolicos.com.br/doutrinaeucaristica
Related Posts
livro Reflexões para o Ano Litúrgico - Papa João Paulo II livros sobre Família e Matrimônio Curso de Iniciação Teológica via internet livro Doutrina Eucarística Curso de Mariologia via internet Martyria Cursos e Editora Curso de Latim via internet livro O Sacramento do Matrimônio - sinal da união entre Cristo e a Igreja Curso de História da Igreja via internet livreto do fiel - Missa romana na forma extraordinária - português/latim Curso via internet - Cultura Mariológica Curso online Catecismo da Igreja Católica em exame Curso de Iniciação Bíblica via internet livro A arte da pregação sagrada Curso via internet - Passos para uma reforma litúrgica local