terça-feira, 31 de dezembro de 2013


"Salve, Mãe santa: destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos sem fim"(cf. Antífona da entrada).
Com esta antiga saudação, a Igreja dirige-se hoje, oito dias depois do Natal, a Maria Santíssima, invocando-a como Mãe de Deus.
O Filho eterno do Pai assumiu nela a nossa própria  carne e, através d'Ela, tornou-Se "filho de David e filho de Abraão" (Mt 1, 1). Portanto, Maria é a sua verdadeira Mãe:  Theotokos,  Mãe de Deus!
Se Jesus é a Vida, Maria é a Mãe da Vida. Se Jesus é a Esperança, Maria é a Mãe da Esperança. Se Jesus é a Paz, Maria é a Mãe da Paz, Mãe do Príncipe da Paz. Ao entrar no novo ano, pedimos a esta Mãe santa que nos abençoe. Peçamos-lhe que nos dê Jesus,  nossa Bênção plena, com que o Pai abençoou a história, de uma vez para  sempre, fazendo-a tornar-se história da salvação.
2.  Salve, Mãe Santa!  É sob o olhar materno de Maria que se coloca, hoje, o Dia Mundial da Paz. Refletimos sobre a paz num clima de constante preocupação por causa dos recentes acontecimentos dramáticos que abalaram o mundo. Mas, ainda que humanamente possa parecer difícil olhar o futuro com otimismo, não devemos ceder à tentação do desencorajamento. Pelo contrário, devemos trabalhar pela paz com coragem, certos de que o mal não prevalecerá. A luz e a esperança para este nosso empenho vêm-nos de Cristo. O Menino nascido em Belém é a palavra eterna do Pai feita carne para nossa salvação, é o "Deus conosco", que traz consigo o segredo da verdadeira paz. Ele é o Príncipe da Paz.
3. [...]  Justiça e perdão:  eis os dois pilares que eu quis pôr em evidência.  Entre justiça e perdão não há contraposição, mas complementaridade,  porque ambas são essenciais para a promoção da paz. Esta, de fato, muito mais que uma temporária cessação das hostilidades, é restabelecimento profundo das feridas que enfraquecem os ânimos (cf.  Mensagem, 3). Só o perdão pode extinguir a sede de vingança e abrir o  coração a uma reconciliação autêntica.
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4. Volvamos hoje o olhar para o Menino, que Maria estreita nos seus braços. Nele reconhecemos Aquele em quem se encontram a misericórdia e a verdade, e se beijam a justiça e a paz (cf.  Sl 84, 11). Adoremos nele o verdadeiro Messias, no qual Deus uniu, para nossa salvação, a verdade e a misericórdia, a justiça e o perdão. [...]
5. "Salve, Mãe Santa"! Virgem Filha de Sião, quanto deve sofrer por causa deste sangue o teu coração de Mãe! O Menino, que estreitas ao teu peito, traz um nome querido aos povos de religião bíblica:  "Jesus"  que significa "Deus salva". Assim o chamou o arcanjo antes de ser concebido no  teu seio (cf. Lc 2, 21). No rosto do Messias recém-nascido reconhecemos o rosto de cada um dos vossos filhos vilipendiados e explorados. Reconhecemos especialmente o rosto das crianças, seja qual for a raça, nação ou cultura a que pertençam. Por eles, ó Maria, pelo seu futuro, te pedimos que movas os corações endurecidos pelo ódio, para que se abram ao amor e a vingança ceda, finalmente, o passo ao perdão.
Obtende-nos, ó Mãe, que a verdade desta afirmação Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão -se imprima nos corações de todos. A família humana poderá obter, assim, aquela paz verdadeira, que brota do encontro entre  a justiça e a misericórdia.
Mãe santa, Mãe do Príncipe da paz, ajudai-nos!
Mãe da humanidade e Rainha da paz, rogai por nós!

(Papa João Paulo II. Homilia, 1° de Janeiro de 2002). Do livro: Reflexões para o Ano Litúrgico. Anos A, B e C.

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