terça-feira, 18 de dezembro de 2018

As antífonas do Ó são as sete antífonas cantadas ou rezadas antes e depois do Magnificat na hora canônica das Vésperas (Liturgia das horas) dos dias 17 a 23 de dezembro. Têm esse nome por iniciar pelo vocativo "Ó" seguido de um título para Cristo (Sabedoria, Adonai, Raiz de Jessé, Chave de Davi, Oriente, Rei das nações, Emanuel). Remontam aos séculos VII e VIII.

Die 17 Decembris
O Sapientia
quæ ex ore Altissimi prodisti,
attingens a fine usque ad finem,
fortiter suaviter disponens omnia:
Veni ad docendum nos viam prudentiae

17 de dezembro
 
Ó Sabedoria
que saístes da boca do altíssimo
atingindo de uma a outra extremidade
e tudo dispondo com força e suavidade:
Vinde ensinar-nos o caminho da prudência

Die 18 Decembris

O Adonai
et Dux domus Israel,
qui Moysi in igne flammæ rubi apparuisti
et ei in Sina legem dedisti:
Veni ad redimendum nos in brachio extento
18 de dezembro
 
Ó Adonai
guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moises na chama do fogo
no meio da sarça ardente e lhe deste a lei no Sinai
Vinde resgatar-nos pelo poder do Vosso braço.
Die 19 Decembris
O Radix Jesse
qui stas in signum populorum,
super quem continebunt reges os suum,
quem gentes deprecabuntur:
Veni ad liberandum nos; jam noli tardare
19 de dezembro
 
Ó Raiz de Jessé
erguida como estandarte dos povos,
em cuja presença os reis se calarão
e a quem as nações invocarão,
Vinde libertar-nos; não tardeis jamais.
Die 20 Decembris
O Clavis David
et sceptrum domus Israel:
qui aperis, et nemo claudit;
claudis et nemo aperit:
Veni, et educ vinctum de domo carceris,
sedentem in tenebris et umbra mortis
20 de dezembro
 
Ó Chave de Davi
o cetro da casa de Israel
que abris e ninguém fecha;
fechais e ninguém abre:
Vinde e libertai da prisão o cativo
assentado nas trevas e à sombra da morte.
Die 21 Decembris
O Oriens
splendor lucis æternæ, et sol justitiæ
Veni et illumina sedentes in tenebris
et umbra mortis.
21 de dezembro
 
Ó Oriente
esplendor da luz eterna e sol da justiça
Vinde e iluminai os que estão sentados
nas trevas e à sombra da morte.
Die 22 Decembris
O Rex gentium
et desideratus earum
lapisque angularis,
qui facis utraque unum:
Veni et salva hominem quem de limo formasti
22 de dezembro
 
Ó Rei das nações
e objeto de seus desejos,
pedra angular
que reunis em vós judeus e gentios:
Vinde e salvai o homem que do limo formastes
Die 23 Decembris
O Emmanuel,
Rex et legifer noster,
exspectatio gentium,
et Salvador earum:
Veni ad salvandum nos, Domine Deus noster
23 de dezembro
 
Ó Emanuel,
nosso rei e legislador,
esperança e salvador das nações,
Vinde salvarnos,
Senhor nosso Deus.







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sábado, 1 de dezembro de 2018

Estudo sobre a Igreja, sua gênese, conceito, fundamentos e implicações dessa verdade de fé cristã.

Eclesiologia de comunhão

A Igreja é, primeiramente, sinal da comunhão das Pessoas divinas. Todos os membros da Igreja, pelo batismo, participam do mesmo mistério antes de qualquer distinção de missão. Também a Igreja é essencialmente comunhão de pessoas, de modo que só há Igreja onde há um povo em comunhão, entre os membros e Deus.

Eclesiologia do povo de Deus

Recuperada pelo Concílio Vaticano II, esta forma de tratar sobre a Igreja coloca em primeiro plano a unidade antes das distinções. Pelo batismo, a pessoa é incorporada à Igreja e se torna um igual membro dela. Todos têm a mesma dignidade de cristãos, membros de Cristo.

Eclesiologia trinitária

Na Trindade a Igreja encontra sua fonte: pela decisão do Pai em elevar todos os homens à participação da vida divina; pela revelação do Filho, que deu início na terra o Reino de Deus e fundou a Igreja; pelo Espírito Santo, que santifica e guia continuamente a Igreja, a fim de que seja conduzida à verdade total.
Na Trindade a Igreja encontra sua forma: a unidade. A Igreja é sinal da unidade das Pessoas divinas, pela qual todas participam da mesma divindade, na diversidade das missões.
Na Trindade a Igreja encontra seu destino: só glória celeste Ela alcançará a sua realização acabada, como Cristo que passou pela terra e foi elevado para direita do Pai, deixando o seu Espírito como guia, para que todos alcancem a mesma glória.

Igreja ministerial

A Igreja é toda ministerial, i. é, os diversos carismas suscitados pelo Espírito são postos a serviço de toda a Igreja, porque não é possível que todos desenvolvam todas e as mesmas atividades. A missão de cada membro da Igreja é construir a Igreja, mesmo a partir de uma comunidade, cada qual no estado em que foi chamado e colocando seus carismas a serviço da unidade da Igreja.

Relação Igreja e Reino

A Igreja não é o Reino, mas seu sinal. O Reino é maior que a Igreja, é a meta para qual esta se encaminha e trabalha. O Reino de Deus é a Sua Vontade plenamente realizada. A Igreja participa desde já em mistério deste Reino, principalmente a Igreja celeste, que participa da glória reservada também à Igreja peregrina.

As notas da Igreja

Unidade: a Igreja é uma por sua fonte, a Trindade, e por seu fundador, Cristo. Contudo, apresenta diversidade pela variedade de pessoas e de dons de Deus. Asseguram a unidade: a profissão de fé, o culto divino, a sucessão apostólica. Fora da unidade católica, existem muitos elementos de santificação e verdade, que provém do mesmo Cristo.
Santidade: A Igreja, sendo Corpo de Cristo, é perfeitamente santa. Unida a Ele, é santificada e santificante. Nos seus membros, a santidade está por ser adquirida. Na Igreja, os cristãos encontram a plenitude dos meios de salvação.
Catolicidade: Significa também sua unidade e universalidade. A Igreja é enviada em missão a todos os homens. Pela virtude de Cristo, em cada igreja particular legítima, está presente a Igreja Universal.
Apostolicidade: A Igreja é construída sobre os Apóstolos; conserva e transmite seu ensinamento e mantém a sucessão apostólica. Os apóstolos são a continuação visível e a garantia da missão de Cristo até o fim dos tempos.

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